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Flamengo encurralado financeiramente; sem a Amazon e ainda pode perder o Bs2

Reprodução/Twitter

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A pressão do Flamengo pela volta do futebol tem explicação financeira.

 

E vai além do que está deixando de receber.

 

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A esta altura, se não houvesse a pandemia, o clube deveria estar disputando a Libertadores, o Brasileiro e as oitavas da Copa do Brasil.

 

Arrecadação, transmissão, sócios-torcedores, vendas de material esportivo, dinheiro dos patrocinadores.

 

Só que, há praticamente não tem recebido nada.

 

Pago a folha salarial mais cara do país.

 

Só o que poucos têm acesso é o impasse em relação aos patrocinadores do Flamengo.

 

Já perdeu o Azeite Royal, que bancava R$ 3 milhões pelas meias.

 

Não encontrou substituto, a diretoria analisa se processa a empresa por quebra de vínculo.

 

Mas há um outro gravíssimo problema financeiro trazido pela pandemia.

 

O patrocínio master do campeão da Libertadores, do Brasil, do Rio de Janeiro.

 

O banco virtual Bs2 sinaliza que está para deixar o clube.

 

Ele deveria pagar R$ 15 milhões por 2020.

 

Mas já se preparava para deixar o peito, o espaço nobre, o lugar reservado para o patrocinador master.

 

O Bs2 iria para as mangas, pagando menos, cerca de R$ 10 milhões.

 

Enquanto a Amazon bancaria R$ 35 milhões pelo patrocínio master.

 

Esse era o acordo que estava sendo amarrado em janeiro, quando nem se sonhava com o coronavírus atingindo o Brasil.

 

Só que a pandemia atingiu em cheio os patrocinadores.

 

Sem futebol, o acordo com a Amazon está congelado. Só quando as competições na América do Sul voltarem há lógica para investimento. Mesmo a empresa com patrimônio de 916 bilhões de dólares, cerca 5 trilhões de reais.

 

A marca traria mais prestígio mundial ao clube carioca.

 

Para piorar de vez, o banco Bs2 estuda romper o patrocínio com o Flamengo.

 

O valor acertado entre o patrocinador e o clube para 2020 é de R$ 15 milhões, em três parcelas. A primeira, de R$ 5 milhões já foi paga. Restam duas.

 

Se houver o rompimento, a multa chegaria a apenas R$ 2 milhões.

 

A cúpula do Flamengo não quer o rompimento.

 

A solução seria o retorno mais rápido possível do futebol.

 

Porque patrocinador quer sua marca exposta.

 

A questão é complicada.

 

A direção do clube decidiu pedir R$ 40 milhões emprestados a bancos para saldar suas dívidas mais prementes, como salários dos atletas.

 

Vale lembrar que já demitiu 62 funcionários para economizar.

 

O clube teve seu massagista Jorginho, que trabalhou 40 anos na Gávea, morto pelo coronavírus.

 

E o próprio presidente Rodolfo Landim confirmou ontem que oito jogadores foram infectados. E estão sem sintomas, por isso podem treinar.

 

Aliás, o clube venceu sua batalha pelo direito de treinar.

 

Assim, as marcas dos seus patrocinadores são expostas.

 

É uma pálida compensação, sem jogos.

 

Não é só o Flamengo que vive problemas financeiros.

 

E abandono de patrocinadores.

 

O Corinthians, por exemplo, dos 11 patrocinadores de seu uniforme, quatro já deixaram de pagar por conta da pandemia.

No mundo todo, a situação é preocupante.

 

Milan, Arsenal e Real Madrid recebem menos da Emirates, por que não inúmeros voos foram suspensos, por exemplo.

O Flamengo não está sozinho nesta briga.


Fonte: Gazeta Digital

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