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Secretário prevê crescimento substancial da covid-19 em MT

João Vieira

João Vieira

“Como estamos passando pelo pico se os casos só aumentam?”, questiona o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, diante da informação do gestor municipal de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, de que a capital já vive o ponto alto da contaminação. Em live, na manhã desta terça-feira (26), Figueiredo pontuou que ainda não é possível precisar quando a curva de contaminação chegará ao seu ápice. Por conta desse cenário, a volta às aulas segue com data indefinida.


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Na segunda-feira (25), Possas de Carvalho comunicou que Cuiabá, cidade com o maior número de casos, passava pelo ponto mais alto de contaminação pelo coronavírus. Os números aumentam diariamente. Ele pediu colaboração da população para combater o avanço do vírus. Na capital, as contaminações estão como maior concentração nos bairros Morada da Serra e Jardim Imperial.


Indagado sobre a afirmação do secretário municipal e os critérios avaliados para identificar o pico, Figueiredo afirma que desconhece os métodos adotados no município.


“O secretário poderia nos esclarecer. Não acredito que estejamos passando pelo pico da doença. Ainda teremos um crescimento substancial nos casos da doença. O pico é quando paramos de crescer e começamos a declinar. Nós só estamos crescendo, como podemos estar no pico? Não sei quais critérios ele usou para fazer essa afirmativa”, declara.


Cuiabá tem 518 casos confirmados e 7 mortes pela doença.


Volta às aulas
Durante entrevista, o secretário afirmou que não tem previsão de volta às aulas. Ele defende que os alunos não percam o ano letivo, desde que haja segurança aos alunos e um planejamento para o retorno.


“É importante frisar que adotando as medidas protocolares não haverá maior risco. Não sou a favor de perder o ano letivo, sou a favor de retornar as aulas com segurança”, destacou o secretário.


Ele ainda ponderou que a decisão sobre abertura das escolas é da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Também afirmou que as tratativas entre a pasta e o governo estão em andamento a fim de elaborar uma estratégia para que os alunos não percam o ano, mas que também não sejam expostos ao risco de contaminação.

 

 


Fonte: Gazeta Digital

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