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CRM investiga retaliação a médicos que denunciaram irregularidades no Pronto-Socorro

Chico Ferreira

Chico Ferreira

O Conselho Regional de Medicina (CRM) divulgou uma nota no sábado (6) informando que foi aberta uma investigação para apurar uma suposta retaliação aos médicos que denunciaram irregularidades no Pronto-Socorro de Cuiabá.

 

Referência no tratamento dos pacientes com covid-19, o Pronto-Socorro foi alvo de denúncias sobre falta de equipamentos de proteção e medicamentos, que foram negados pela prefeitura.

 

Presidente do CRM, Hildenete Monteiro Fortes enfatizou que o Código de Ética Médica assegura ao médico "o direito de apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou terceiros".

 

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Segundo o último boletim divulgado pela prefeitura, Cuiabá tem 1.081 casos confirmados de covid-19, com 124 internações, sendo 70 em unidade de terapia intensiva (UTI) e 54 em enfermaria. Outros 134 pacientes com suspeita da doença estão internados, 57 em UTI e 77 em enfermaria. 

 

Outro lado

Sobre a sindicância aberta pelo CRM, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não foi informada. Já em relação às supostas irregularidades denunciadas pelos médicas, a assessoria encaminhou a seguinte nota:


"O Hospital de Referência para covid-19 tem a menor taxa de mortalidade entre os hospitais que atendem pacientes infectados pelo coronavírus em Cuiabá.


-Antes do hospital começar a receber pacientes de covid-19, todos os ventiladores pulmonares foram revisados e estão funcionando perfeitamente. Além disso, o hospital possui um respirador para cada leito.


-Há meses a UTI infantil do antigo PS não tem pacientes, porque estão sendo atendidos no HMC.


-Vale ressaltar que o diretor clínico do hospital tinha dois vínculos empregatícios no município. Ao contrário das denúncias feitas, a Prefeitura segue o rigor dos trâmites legais. Ao ter conhecimento de que o diretor clínico possuía dois vínculos empregatícios no município, mas só trabalhava em um, exonerou o servidor do cargo comissionado e entrou com um pedido de devolução do salário durante o tempo que exerceu o cargo e não trabalhou.

 

-O prefeito Emanuel Pinheiro diz que os órgãos de controle estão convidados a fazerem fiscalização no Hospital Referência na data que quiserem".


Fonte: Gazeta Digital

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