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Suspeito questiona abordagem, diz que é branco e acaba preso

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Autor do atropelamento de um gari em novembro de 2019 voltou a ser alvo da Polícia Militar, em Cuiabá. Dessa vez, ele foi preso após resistir à abordagem, ameaçar os policiais e ainda cometer injúria mediante a preconceito. Durante a ocorrência questionou que não poderia ser abordado da forma como aconteceu “por isso”, disse ele apontando para a sua pele.

 

Conforme as informações repassadas pelo 10º Batalhão da PM, por volta das 14h40, a viatura fazia ronda pelo bairro Santa Rosa quando avistou um veículo HB20 em alta velocidade, com dois ocupantes. Suspeitando da atitude, decidiram fazer a abordagem. Foi dada a ordem de parada, obedecida pelo condutor. Mas, o passageiro resistiu.

 

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Os policiais mandaram os suspeitos desceram do veículo com as mãos na cabeça e irem para trás, onde seriam revistados. O motorista seguiu as instruções, diferente do amigo. Após novas ordens, o suspeito foi para trás do veículo, sem as mãos na cabeça.

 

Momento em que ele perguntou aos policiais se eles conheciam o “Adailton, chefe da Polícia do bairro Santa Rosa”. Em seguida disparou, “se vocês não conhecem, vão conhecer”.

 

Após busca pessoal, os policiais ordenaram que eles continuassem na lateral da via enquanto fazia buscas dentro do veículo e o suspeito insistiu na pergunta pelo Adailton. Diante das negativas dos policiais, ele acabou dizendo que não poderia ser abordado daquela forma, já que era estudante de Direito.

 

Ele também questionou os policiais do motivo de terem abordado a dupla com armas apontadas em sua direção. Privilégio foi tanto, que os policiais chegaram a explicar que se trata de um processo operação padrão, já que não sabem o que esperam no momento das abordagens e como iriam saber se eles não oferecerem risco aos servidores.

 

Nesse momento, o carona respondeu para um dos policiais: “por isso”, apontando o dedo indicador para a sua própria pele. Policiais entenderam que ele disse não oferecer risco por ser um homem branco e estudante de Direito, sendo assim, foi dada voz de prisão por injúria mediante a preconceito, ameaça e resistência.

 

Os policiais que atenderam a ocorrência são negros. Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes e autuado pelos crimes. Já o motorista do HB20 foi liberado. Lá, foi descoberto que o suspeito já se envolveu em um acidente de trânsito em 2019, quando atropelou um gari na avenida Filinto Müller, em Cuiabá.

 

Sem carteira

Conforme o registro, em novembro, o suspeito dirigia a Mercedes do seu pai sem ter carteira de motorista. Durante o ‘rolê’ acabou atropelando um gari que desceu do caminhão da coleta seletiva durante o trabalho.

 

O trabalhador teve fratura exposta, foi socorrido com a ajuda do suspeito e encaminhado para o Pronto-Socorro de Cuiabá. Na época, ele tinha 18 anos e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.


Fonte: Gazeta Digital

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