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Brasil fecha mais de 1,1 milhão de vagas de carteira assinada entre janeiro e maio

Chico Ferreira

Chico Ferreira

O Brasil fechou 1.144.875 vagas de emprego com carteira assinada no acumulado entre janeiro e maio de 2020, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29), pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

 

De acordo com o Ministério da Economia, o resultado é fruto de 6.911.049 demissões e 5.766.174 admissões ao longo dos cinco primeiros meses de 2020, período marcado pela pandemia do novo coronavírus.

 

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O resultado é o pior para o período de toda a séria histórica do Novo Caged, iniciada em 2010. Até então, o pior resultado no acumulado entre janeiro e maio havia sido registrado em 2016, quando o Brasil cortou 448.101 postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo período do ano passado, foram abertas 351.063 vagas formais.

 

Com os cortes de vagas, o estoque do emprego formal no Brasil caiu a 37.664.748 postos de trabalho, menor valor desde maio de 2011 (37.114.706 vagas).

 

Somente no mês de maio, o mercado de trabalho brasileiro fechou 331.901 vagas com carteira assinada. O resultado ocorreu em meio a 1.035.822 de desligamentos e 703.921 admissões.

 

Vê uma melhora do mercado de trabalho em relação a abril, quando foram cortados mais de 900 mil postos de trabalho.

 

“Essa reação clara nos dá muita esperança”, afirmou o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

 

Na semana passada, a pasta revelou que os trabalhadores brasileiros realizaram 3.648.762 pedidos de seguro-desemprego até primeira quinzena de junho, número 14,2% superior ao volume de solicitações realizadas no mesmo período do ano passado (3.194.122).

 

“O saldo negativo deste mês [maio], significativamente menor do que o mês de abril é puxado em decorrência do recuo das admissões”, analisa Bianco ao citar a retomada com a preservação dos empregos e das empresas. "O cenário representa uma passagem pela pandemia muito bem conduzida", diz o secretário.

 

Setores

No acumulado do ano, a agricultura foi o único ramo de atividade que contratou mais do que demitiu, com um salto de 25.430 novas vagas formais.

 

Por outro lado, comércio e serviços amargam os piores desempenhos do perídio com o corte de, respectivamente, 446.584 e 442.580 postos de trabalho com carteira assinada.

 

Também desligaram mais do que admitiram os setores da indústria (-236.410 postos) e da construção civil (-44.647 vagas).


Fonte: Gazeta Digital

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