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'Solicitaram R$ 500 mil para arquivar denúncias', diz defesa sobre áudio apresentado à Polícia Civil

João Vieira

João Vieira

Defesa de Cleverson Campos Contó, acusado de uma série de agressões contra ex-companheiras, patrocinada pelo advogado Eduardo Mahon, afirmou que apresentou à Polícia Civil e ao Ministério Público um áudio onde as vítimas pedem uma quantia de R$ 500 mil para que as denúncias sejam retiradas. Cleverson afirma que vem sendo vítima de extorsão.

 

“Até às 2h, para que vocês tenham noção dos tamanhos das provas, vídeos, áudios, prints, e oferecemos à delegacia por meio físico e digital ao Ministério Público, demorou horas para que conseguíssemos o levantamento. Há procedimentos de lado a lado e procedimentos feios”, contou Mahon em coletiva de imprensa.

 

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Segundo ele, há provas da extorsão em um áudio encaminhado ao seu cliente. “Solicitando uma quantia de R$ 500 ao meu cliente, para que se arquivem as denúncias. Não posso expor aqui, não vou reprisar o que eles fazem. Não me cabe fazer isso. Encaminhei ao MPE, é extorsão. Quem tem que cuidar disso é a Ordem dos Advogados (OAB) e o MPE. Há provas? Há. Eu ouvi? Ouvi. Me convenceu? Plenamente”, destaca.

 

Questionado sobre o vídeo em que Cleverson aparece chutando a ex-esposa, a médica Laryssa Moraes, dentro do elevador do prédio em que eles moravam, Mahon respondeu que ao olhar os fatos, viu apenas recortes do vídeo e que, por isso, pediu perícia das imagens junto à Polícia Civil.

 

“Vi picotes. Não vi os pequenos murros na cabeça do Contó, que vai aparecer, a camisa rasgada, unhadas, tapas, que vão aparecer. Não vi a cena dela tentando sufocá-lo. Vi recorte dele encostando o pé na canela dela”, disse ele, afirmando que seu papel é de defesa e que não iria julgar seu cliente.

 

Por outro lado, assegura que a verdade dos fatos precisa aparecer por inteira. “Com tranquilidade, se aconteceu e for provado, que ele seja punido. Até lá, como advogado, vou fiscalizar o correto andamento do processo dentro da minha experiência de 20 anos”.

 

O vídeo completo, que não foi divulgado pela imprensa, foi encaminhado à perícia. “Não é um vídeo para rede social. É um vídeo que dará ao judiciário uma perspectiva completa do que aconteceu. Quando você entra em uma briga, pode ser vias de fato, onde os dois são culpados, mas isso não será definido pela mídia e sim pelo judiciário”.

 

Compromisso com uma sociedade sem machismo

Mahon, que também é membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), começou a coletiva reforçando o compromisso com a construção de uma sociedade sem machismo e na desconstrução de uma sociedade patriarcal.

 

“Além da necessidade de balanceamento das oportunidades por meio de políticas públicas que priorizem a mulher. Em qualquer segmento, as mulheres brasileiras ainda estão sob o jugo do machismo estrutural”, ressaltou.

 

Outro lado 

As vítimas foram procuradas, mas até a publicação desta matéria não se manifestaram. 


Fonte: Gazeta Digital

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