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PF vê indícios de lavagem de dinheiro e investiga 'laços' de empresário com quadrilha

Reprodução/PF

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Polícia Federal quer saber se o empresário Tairone Conde Costa, dono de uma concessionária de luxo em Cuiabá e preso na manhã desta sexta-feira (11), em uma operação da Polícia Federal, é ‘parceiro’ ou ‘subordinado’ de líderes de uma organização criminosa investigada desde 2018. A concessionária ‘Classe A’ e uma pousada na região do Manso foram sequestradas pela Justiça.

 

De acordo com a PF, a Operação Status tem como objetivo combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e não a prática do tráfico em si. Os mandados judiciais foram cumpridos em 5 estados brasileiros, desarticulando a liderança do esquema, que era feita por um homem e seus dois filhos – todos moradores de Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

 

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Em Cuiabá, foram dois mandados de busca e apreensão, além de um de prisão. Tairone foi apontado como dono da concessionária que, por acaso, leva o mesmo nome da concessionária que os cabeças do esquema mantinham em Campo Grande e que fecharam antes de se mudarem para o Paraguai.

 

Durante coletiva de imprensa, o delegado da PF de Mato Grosso do Sul, Lucas Vilela, disse que constatou durante a investigação que a concessionária Classe A de Cuiabá até tinha em caixa valores de vendas dos veículos de luxo, ou seja, de origem lícita. Porém, que foi encontrada também a movimentação de uma grande quantia de origem suspeita, indicando a lavagem de dinheiro.

 

“Mas, nada era movimentado em nome próprio, como por exemplo, ele não declarava a renda. Tudo estava no nome da esposa. Então, o que queremos saber é se ele atua na parceria ou na subordinação aos líderes da organização criminosa”, destacou o delegado.

 

Já a propriedade do lago de Manso, o delegado contou que o local servia como ‘refúgio’ dos membros da associação criminosa. “Está registrado como um imóvel de hotelaria, mas não funciona como tal. É uma casa de campo, onde os líderes vão passar as férias, momentos de lazer. Para se ter uma ideia do poder aquisitivo deles, em 2017, uma dupla sertaneja famosa fez um show particular em um aniversário nesse imóvel”.

 

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Barra do Garças (509 km a leste da Capital) e Primavera do Leste (231 km ao sul). Duas fazendas foram sequestradas pela Justiça. “Tudo no mesmo esquema, são imóveis no nome de funcionários de confiança. Eles fizeram grandes investimentos, tem maquinário, móveis. Então, a Justiça fez esse sequestro de portas fechadas, ou seja, tudo que está dentro fica em poder da Justiça agora”, explicou o delegado.


Fonte: Gazeta Digital

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