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Mulher acusa advogado de oferecer trabalho e assediar

Reprodução da internet

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Sobe para 9 o número de mulheres que formalizaram denúncia contra o advogado Cleverson Campos Contó, 33, por abusos, agressões físicas, verbais, ameaças, chantagens e estupros. A vítima de 30 anos prestou depoimento na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá na sexta-feira (11) para relatar o ataque que ocorreu após uma entrevista de trabalho, no início de 2018. Ela assegurou que se sentiu motivada fazer a denúncia depois de ver outras mulheres fazerem o mesmo. Na ocasião do abuso, afirma que teve “seu íntimo violado e se sentiu envergonhada”. Mas não revelou nada nem ao marido e à família.

 

Em depoimento, informou que no ano de 2012 trabalhou por 3 meses com o advogado, quando tiveram várias discussões, pois ele a humilhava e, por isso, deixou o trabalho.

 

No início de 2018, ela o encontrou em um supermercado, quando durante a conversa ele soube que ela estava desempregada e ofereceu uma vaga de secretária. Na manhã seguinte, ela foi fazer a entrevista, acreditando que Cleverson teria amadurecido e se tornado mais profissional.

 

Após a entrevista, que transcorreu normalmente, ele se levantou e ficou ao seu lado, passando as mãos em seu ombro e disse que precisavam “fechar o ciclo”. Ela indagou o que seria este ciclo, quando ele disse que sempre foi a fim dela e queria ficar com ela, passando a tocar seu seio esquerdo. Ela se levantou, deixou uma cadeira entre ambos, dizendo que não havia ciclo nenhum e que isso era coisa da cabeça dele. Lembrou a ele que discutiam muito e que ela era casada. Ele, então, enfiou as duas mãos na calça dela, abriu o botão e o zíper para tentar tirá-la, insistindo em ver sua calcinha. Foi quando ela conseguiu se desvencilhar e escapou.

Número de vítimas pode passar de 15

A expectativa é que o número de vítimas do advogado Cleverson Campos Contó supere 15 mulheres, uma delas inclusive morando hoje na Argentina. As primeiras duas que tiveram coragem de denunciar o ex-companheiro dizem que, após a divulgação do caso, passaram a ser procuradas pelas outras vítimas.

 

A empresária Mariana de Mello Vidotto foi a primeira mulher a acusar publicamente Contó dos mais diversos tipos de agressões. A médica Laryssa Moraes inclusive mostra um vídeo de quando, após ser agredida por ele com socos no peito no corredor do apartamento, levou um chute no elevador. Entre as ex-companheiras são comuns os relatos de ofensas, agressões e invasões de domicílio.

 

Outros registros policiais de desentendimentos em casas noturnas e condomínio reforçam o histórico violento do advogado, que se dizia estar acima da lei e que passou a ser alvo de denúncias nas redes sociais.

 

Defensor de Contó, o advogado Eduardo Mahon afirma que as acusações não passam de tentativas de afetar a imagem do seu cliente, além de estratégias para obter indenizações cíveis e punições penais baseadas em “testemunhas que não aparecem”.

 

Mahon afirma que seu cliente possui diversos áudios, prints de conversas, entre várias outras provas que, segundo ele, apontam a tentativa das denunciantes Mariana e Laryssa de denegrir a imagem do advogado.

 

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Fonte: Gazeta Digital

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