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Baixa umidade do ar é mais prejudicial para pessoas com problemas respiratórios, alerta médica

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Pessoas com problemas respiratórios crônicos como bronquite, asma, sinusite e rinite são as mais prejudicadas durante o período da seca. Nesta época, previsão do tempo aponta que umidade relativa do ar em Cuiabá pode chegar aos 12%, nível bem abaixo do considerado ideal pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que oscila entre 50% e 80%.


De acordo com a médica pediatra do Complexo Hospitalar Cuiabá (CHC), Aparecida Camacho, é fundamental que estas pessoas, além de realizarem o tratamento adequado com especialistas, mantenham-se hidratadas e tomem o cuidado de umidificar o ambiente em que vivem.


“Essa situação favorece a circulação de vírus e bactérias. Com a baixa umidade o aparelho respiratório é o que mais sofre. Crianças, idosos, pessoas com problemas crônicos são as maiores vítimas. Estamos há muitos dias sem chuva, o que aumenta a incidência dos sintomas de doenças como sinusite, asma, rinite”, explicou a especialista.

 

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A recomendação também é válida para quem não apresenta nenhuma enfermidade. A baixa umidade relativa do ar é prejudicial também para quem é considerado saudável. Sintomas recorrentes são a irritação na garganta, dificuldade de engolir, ressecamento das mucosas de vias aéreas, da pele e dos olhos, bem como ardência, alergias, desidratação e falta de ar.


Por isso, a especialista pontuou a necessidade de evitar os banhos quentes e o uso de produtos com agentes químicos que tirem a umidade natural da pele. A hidratação também se torna fundamental para evitar problemas como as dermatites.

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“O ideal é utilizar sabonete neutro e secar a pele de forma suave. Ainda, utilizar hidratante após o banho para evitar que a pele perca água e umedecer os olhos e nariz com soro fisiológico quantas vezes precisar. O uso de umidificadores de ambiente e toalhas úmidas espalhadas pela casa é recomendado. É preciso também beber muita água. A prática de exercícios físicos é bom evitar entre às 10h e às 16h, que é o pico de sol”, complementou.


Outro agravante para a baixa umidade relativa do ar são as queimadas, tanto na região da Baixada Cuiabana, como em cidades vizinhas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por exemplo, incêndio registrado no Pantanal entre janeiro e agosto de 2020 é o equivalente ao montante das queimadas dos últimos cinco anos, entre 2014 e 2019.


Tornou-se comum que a cidade amanheça com o céu encoberto pela fumaça, o que a especialista considerou como um “veneno para a saúde”. Esses cuidados são uma forma de reduzir os sintomas até que a fase crítica na região passe. Não existe previsão de chuva para as próximas semanas.


Fonte: Gazeta Digital

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