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Promotor pede R$ 104 mil de fiança a dono de arma que matou Isabele

Reprodução/Época

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O promotor de Justiça Mauro Poderoso de Souza manifestou pela fiança ao empresário Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa, no valor cem salários mínimos, equivalente a R$ 104,5 mil, pelo crime de omissão de cautela. O empresário é dono da arma Imbel .380, que atirou na adolescente Isabele Guimarães Ramos.


O termo circunstanciado foi instaurado pelo promotor nesta quarta-feira (30). Conforme o documento, no dia 12 de julho, o empresário foi negligente ao permitir que seu filho de 16 anos pegasse duas armas, de sua responsabilidade, e levasse para a casa do empresário Marcelo Cestari.


“O menor se apoderou das armas: uma pistola IMBEL, calibre 380, No. HGA44564 e uma pistola TANFOGLIO, calibre 38, No. N210BR, de propriedade de seu genitor, ora autor dos fatos, e as transportou até a residência de sua namorada”, narra.

 

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Foi na casa de Cestari que uma das armas, a Imbel .380, foi disparada pela filha de Marcelo e nora de Glauco. O tiro acertou Isabele Guimarães no rosto, que morreu na hora. “As circunstancias demonstram que as armas do autor dos fatos, deveriam estar devidamente trancadas em seu acervo, ficando evidente a ausência de cuidado com as mesmas”, descreve o promotor.


O promotor manifesta pela aplicação imediata da pena, a ser destinada a uma instituição social. “Aplicação imediata de pena restritiva de direitos, especificamente prestação pecuniária no valor de 100 (cem) salários mínimos (R$ 1.045,00 – Um mil e quarenta e cinco reais), a ser destinada à instituição cadastrada junto a esse Juízo".


Ainda de acordo com Poderoso, a pena não tem caráter de punição, e sim de medida penal aceita voluntariamente pelo autor do fato para evitar futuro processo.


Após fechamento do inquérito policial, conduzido pelo delegado Wagner Bassi, Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa foi indiciado por omissão de cautela. Seu filho responderá por ato infracional análogo à posse de arma de fogo.


Na última quarta-feira (23), o promotor de Justiça Marcos Regenold Fernandes também manifestou que o indiciamento de Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa seja extraído dos autos, para remessa ao Juizado Especial Criminal da Capital.


Fonte: Gazeta Digital

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