COLUNA APARTE 15.10.2026 | 00h00
Secretário de Saúde do Estado, Juliano Melo, falta pela terceira vez ao chamado da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa. O homem está dando um baita trabalho aos parlamentares da base e já faz um bom tempo. Alguns não entendem porque o gestor público evita tanto dar sua versão aos fatos. Vale lembrar que Juliano é da cota do governador, como os demais secretários, só que ele foi escolhido após Otaviano Pivetta assumir o Paiaguás.
‘Cruzada’
Uma corrente no PL, liderada pelos extremistas bolsonaristas, se organiza para pressionar por uma mudança na direção da legenda em Mato Grosso, hoje sob o comando de Ananias Filho, uma indicação do senador Wellington Fagundes, que tem o controle da legenda há décadas. Aliás, o parlamentar, entre altos e baixos, sempre esteve na sigla.
Varredura
Wellington Fagundes, em tese, foi o mais prejudicado - até que se prove ao contrário - com os novos filiados do PL, que patrocinaram uma verdadeira barreira contra o seu nome na corrida ao Palácio Paiaguás, neste ano. Além da derrota, o senador ainda tem de conviver com o ‘fogo amigo’ que busca lhe retirar o partido.
Intrigante
O mais intrigante é que como, servidor de carreira, Juliano poderia facilitar para os governistas, pelo menos no Legislativo. Isso porque quanto mais ele adiar a sua presença, mais a cansativa CPI vai se estender e, consequentemente, desgastar o governo e uma área que já é considerada frágil e deficiente.
Respeito e distância
Deputado estadual Wilson Santos (PSD), remanescente do partido quando era apenas mais uma sigla de direita em Mato Grosso, não é visto em atos pró-Lula (PT). Sob o comando do senador Carlos Fávaro, a legenda da base petista em Brasília, pelo menos com o senador, não consegue manter a coesão por estas bandas. Que o diga o único eleito e reeleito pelo partido no dia 4 passado.
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