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13.06.2004 | 03h00

Ednei Giovenazzi, o dentista que virou ator

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Além de ser lembrado pelos fãs de teatro e novelas, o paulista de Pederneiras Ednei Giovenazzi também vive na memória dos pacientes do consultório de dentista que ele manteve até o ano de 1952. "Exercia a profissão com muito sucesso", conta o ex-dentista, que já cuidou do sorriso das Lemmertz, mãe e filha. "E não era frustrado, pelo contrário, gostava de ser dentista", garante Ednei.

Mas o convite de uma namoradinha fez com que ele descobrisse sua sensibilidade para as artes cênicas. Como a maioria dos atores, Ednei começou no teatro amador. Logo de cara, fez um personagem bastante diferente de si mesmo e se apaixonou pelos palcos - e mais tarde se apaixonaria também pelas câmeras.

Ednei conciliou a carreira no consultório (durante o dia) e no teatro (à noite) durante vários anos, até que o stress bateu à porta. "Sentia culpa quando pensava em largar a odontologia porque meu pai havia investido na minha formação, mas algum tempo depois ele me redimiu da culpa, dizendo para eu não me negar", conta.

Depois disso, a carreira dele começou a decolar. Seu primeiro papel na tevê foi em 1967, na Tupi. Ele era o personagem Kawabata-san em Yoshico, um Poema de Amor. "Eu parecia mesmo um japonesinho", conta Ednei, que tem os olhos meio puxados.

Dois anos depois, ele já estava na Rede Globo (TV Paulista), onde gravou pelo menos uma dezena de novelas. Em 1969, um incêndio mudou os rumos da TV Paulista e os de Ednei também. Para continuar as gravações, ele se mudou para o Rio de Janeiro. Na época, gravava a novela A Cabana do Pai Tomás. Depois vieram Pigmalião 70 (70), A Próxima Atração (70) - na qual, mais uma vez, interpretou um japonês - , O Homem que Deve Morrer (71), Selva de Pedra (72) e Os Ossos do Barão (73).

Ednei voltou para a Tupi em 74, onde fez parte do elenco da famosa novela A Barba Azul e de outra meia dúzia de folhetins. Na década de 80, ele também teve uma breve passagem pela Bandeirantes, na novela Pé de Vento. "Foi um fracasso", relembra o ator. "O texto era bom, mas ninguém ligava a tevê na Band para ver novela", lamenta. Hoje, mesmo que a vênus platinada mantenha a liderança nos folhetins, ele acha que o mercado está mais aberto e desenvolvido nas outras emissoras. "O problema é que o hábito de assistir somente às novelas globais é difícil de ser mudado", conta. "Além disso, a Globo não dorme no ponto", avalia.

Na década de 80, Ednei voltou para a emissora carioca. Participou de vários sucessos. Em Que Rei Sou Eu (89), de Luiz Carlos Fusco e Cassiano Gabus Mendes, ele interpretou o personagem François Gaillard, marido da personagem da atriz Aracy Balabanian. "Era um trabalho divertidíssimo porque o texto fazia uma sátira aos políticos da atualidade", conta o ator. Outro grande sucesso do ator foi o personagem Chico Treva, de Felicidade (91), escrita por Manoel Carlos. "Era um personagem mudo e deformado, que exigiu todo um trabalho de corpo de mim", conta o ator. Outro trabalho que ele aproveitou bem foi o de Ariovaldo, pai de Fábio Júnior em Antônio Alves, Taxista (96), do SBT. "Conheci a Argentina nesta época e adquiri o hábito de escrever diariamente, que mantenho até hoje. Outra emissora em que ele bateu cartão foi na extinta Manchete, em 98. "Foi muito triste", relembra. "Tanto pela fechamento da emissora como pela interrupção de todo um trabalho". Sua última aparição na telinha foi num engraçado triângulo amoroso - que envolvia Aracy Balabanian e Sérgio Mamberti - na novela Sabor da Paixão (2002), da Globo.

Ednei seguiu com o teatro, a paixão de sua vida. Atualmente, tem planos de patronesse das artes Alvim. Mas não descarta futuras participações na tevê. "O ator hoje em dia não faz tevê na hora que quer", diz Ednei. "Mas não vou ficar parado porque a experiência ajuda a me manter vivo", filosofa o ator.

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