18.10.2007 | 03h00
A sensibilidade e a visão dos homens e das mulheres em relação ao sexo costuma ser diferente. Enquanto eles se excitam facilmente, são mais rápidos e não possuem vergonha alguma de falar sobre o assunto ou mesmo colocar tudo em prática, elas preferem as coisas mais demoradas, são tímidas para falar sobre suas preferências e dificilmente são ousadas o suficiente para procurar o parceiro.
"O homem, culturalmente, foi criado para ter uma liberdade de expressão maior. Já a mulher não foi educada assim", explica a psicóloga e terapeuta sexual Rosana Schneider. "O cérebro humano é projetado para liberar e expressar impulsos sexuais. E a menina escuta desde criança que sexo é feio, vergonhoso, que não deve procurar o homem, etc. Isso vai totalmente contra os nossos impulsos, o que acaba deixando a mulher travada no sentido sexual quando se torna adulta", esclarece.
A partir disso surgem as disfunções sexuais e mulheres que buscam sempre satisfazer o parceiro acima de tudo e se esquecem completamente de si próprias. "Existe aquele mito na sociedade de que quanto mais experiência sexual o homem tiver, mais sucesso ele terá no casamento. E para a mulher é o oposto", lembra. Na verdade esse tipo de pensamento pode gerar conflitos entre o casal, pois cedo ou tarde, a esposa ou namorada que não consegue sentir prazer junto com seu parceiro na hora do sexo, tem mais propensão a desenvolver uma depressão, disfunções sexuais e síndromes psicológicas.
"Atualmente, os homens não são mais os mesmos. Eles estão muito individualistas. As mulheres estão tentando fazer coisas novas porque é o que elas gostariam que seus parceiros fizessem por elas", opina a decoradora da empresa Intimus, Viviane Larroyed. "Hoje, há uma preocupação feminina grande em serem as amantes perfeitas por causa da concorrência. Elas pensam em ter a melhor performance possível para agradar. É comum mulheres que fazem de tudo na cama e não conseguem ter orgasmo, não sentem nada. E o homem nunca sabe se ela está fingindo ou não", argumenta.
Para este tipo de comportamento mudar e o prazer começar a surtir efeito nos dois lados, é bom ter uma ajuda do parceiro. "Algo que sugiro é o diálogo. Os homens gostam de cobrar as coisas, quando o certo é tentar agir com mais calma e carinho. Não só na cama. A relação sexual começa no trato carinhoso do dia-a-dia. É preciso incentivar a mulher para ela descobrir que pode sentir prazer", aconselha.
Os investimentos em inovações, como roupas e decoração, segundo Rosana, funcionam mais com casais bem resolvidos. "Alguns conflitos, como falta de orgasmo e outros problemas não são resolvidos desta maneira. É preciso o acompanhamento de um psicoterapeuta sexual", diz. "Vejo que estes efeitos visuais no sexo funcionam principalmente para casais que estão mais tempo juntos. Eles reparam mais nos detalhes. Na verdade, sempre são válido tentativas para dar uma temperada no relacionamento, desde que não haja problemas sérios entre o casal", explica.
Os homens são mais simples e rústicos. Então esta dica vai para as mulheres. É importante ter uma certa vaidade e se cuidar. É claro que não é preciso ficar neurótica só porque os pêlos da perna estão aparecendo um pouco ou porque a lingerie já não é mais tão nova, mas é bom evitar o desleixo, até mesmo para o bem da auto-estima. "Sempre recomendo que para o sucesso do erotismo cotidiano no relacionamento, a mulher nunca durma feia, desarrumada e com aqueles camisetões de propaganda", brinca Rosana. (KN)
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