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06.08.2003 | 03h00

Prêmio celebra obra de Rubem Fonseca

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O escritor brasileiro Rubem Fonseca, autor de A Coleira do Cão (1965) e de Feliz Ano Novo (1975) é o ganhador, deste ano, do prêmio Juan Rulfo de Literatura Latino-americana, entregue anualmente na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, na cidade mexicana, que ocorre no mês de novembro. O prêmio, considerado um dos mais importantes da literatura latino-americana, foi criado em 1991 e é mantido por uma instituição civil, ligada não apenas à organização da feira, mas também a entidades públicas e empresas mexicanas. Fonseca receberá, por ele, um total de US$ 100 mil.

Fonseca é o segundo escritor brasileiro a receber a premiação. Antes dele, só a acadêmica Nélida Piñon, em 1995, havia sido lembrada. O Juan Rulfo é sempre uma homenagem ao conjunto da obra de um autor, independente do gênero literário a que ele se dedica.

Nascido em Juiz de Fora (MG), em 1925, José Rubem Fonseca é um dos mais influentes escritores brasileiros em atividade. Neste ano, lançou Diário de Um Fescenino, inaugurando uma coleção da Companhia das Letras, sua atual editora, dedicada à literatura erótica. No ano passado, ele publicou Pequenas Criaturas, um livro de contos.

Inicialmente, Fonseca (que publicou seu primeiro livro de contos, Os Prisioneiros, em 1963) se destacou pela forma como tratou a criminalidade na literatura brasileira. Para ele, escreveu o crítico norte-americano Malcolm Silverman, baseando-se em Antônio Paulo Graça, "o crime torna-se uma verdadeira celebração, e o romance policial seu único resultado lógico": "No crime, como no Brasil urbano, perde-se ou ganha-se; e os heróis sujos de Rubem Fonseca, sejam detetives, advogados ou escritores (a figura masculina preferida pelo autor), são vencedores duvidosos a curto prazo. Ao decifrar os enigmas, eles conseguem esconder os seus próprios crimes. Afinal, a ordem social legalmente constituída é irrelevante, pois o que conta no final é a transgressão bem-sucedida e o discurso sedutor."

Ainda segundo Silverman, em Protesto e o Novo Romance Brasileiro, "o realismo de Rubem Fonseca é mórbido, misturando a aparência de normalidade burguesa com instinto amoral. Seja no romance, seja no conto, o tom é agressivo e ameaçador, enquanto a linguagem, ao menos nos trabalhos iniciais, é coloquial e cheia de terminologia convencionalmente proibida."

O romancista teve algumas de suas obras adaptadas para o cinema. É o caso, por exemplo, do romance A Grande Arte (1991), levado às telas por Walter Salles, e de Bufo & Spallanzani (2001), dirigido por Flávio Tambellini, que também adaptou o conto Relatório de Carlos com o título Relatório de Um Homem Casado (1973).

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