31.08.2003 | 03h00
Render-se à pressão do namorado ou das amigas vai ser sempre uma maneira "torta" de iniciar a vida sexual. No entanto, isso é muito comum. É o caso, por exemplo, da estudante Juliana*, hoje com 19 anos. Ela conta que, apesar de ter acontecido com o seu namorado na época, de quem ela gostava muito, não foi o melhor momento. "Eu tinha quase 18 anos e todas as minhas amigas já comentavam sobre suas experiências. Meu namorado também insistia o tempo todo. Eu não queria ficar para trás e acabei cedendo", lembra Juliana.
No entanto, ela considera que não estava preparada. "Tinha vergonha até de mencionar a palavra camisinha. A minha sorte foi que ele tomou a iniciativa de usar. Mas eu também não estava muito segura com o meu corpo e tinha muito medo que ele notasse minhas estrias", conta ela. Como o namoro terminou um mês depois, ela ficou com um monte de caraminholas na cabeça. As dúvidas eram muitas: será que ele não gostou? Não me achou bonita? Será que não sou atraente?
Por conhecer várias histórias como essa, é que a psicóloga e sexóloga Lúcia Misorelli dá algumas dicas. Como a relação sexual para uma mulher está muito mais ligada ao sentimento, ao fato de ela se sentir bonita e desejada, é importante que a menina esteja muito segura de sua decisão. "O principal é estar com a auto-estima em alta e se valorizar para não ceder às pressões", explica ela.
Para aquelas meninas que ouvem do namorado "se você me ama, transa comigo", a melhor resposta é "se você me ama, espera o meu momento". Isso porque, enquanto para o homem a transa costuma ser uma questão mais funcional e de instinto, para as mulheres acontece primeiro na cabeça. "Por isso só vai ser bom se ela estiver legal consigo mesma", ensina Lúcia.
A primeira transa é muito importante para as mulheres e uma experiência agradável vai se refletir de forma positiva em toda a vida sexual. "Tem que ser o momento dela. Não vai ser legal se você decidir deixar de ser virgem para "prender" o namorado ou porque você não se considera atraente. Não se valorizar e deixar o menino fazer o que quer não é uma boa forma de compensar isso".
De acordo com a ginecologista e obstetra Zuleide Félix Cabral, é comum que as meninas não tenham orgasmo na primeira transa. Isso não é motivo para ficar encucada. É comum que, na primeira vez, a menina sinta algum desconforto. A vagina não dilata tanto, a lubrificação não é a mais adequada e o rompimento do hímen pode provocar um pouquinho de dor. "Para não ficar com dúvidas, o melhor é procurar um profissional", sugere.
A última coisa que os adolescentes pensam é nos métodos contraceptivos e na utilização da camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis. Mas elas podem acontecer sim e na primeira transa. É preciso se prevenir. E essa responsabilidade não é apenas das meninas, mas dos meninos também. Afinal, as consequências vão ser vividas pelos dois. (MZ)
*O nome foi mudado a pedido da entrevistada
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