19.09.2004 | 03h00
O mito do Rei Arthur faz parte da cultura anglo-saxônica e, como tal, foi imortalizado no cinema por meio de diversos filmes. Um debate que há tempos mobilizava a academia agora é tornado público pelo filme Rei Arthur, que estreou sexta-feira em todo o país. O Rei Arthur da lenda nunca existiu e, na verdade, foi o general romano Artorius. A rainha Guinevère também foi uma guerreira da Sarmátia, cujas mulheres inspiraram outro mito, o das amazonas. Você poderá achar o filme de Antoine Fuqua fraco, até por causa de um ator - Clive Owen - que é bom mas não tem carisma para segurar um grande épico. Mas a visão desmistificadora é importante e defendida por historiadores.
Você pode não gostar de Rei Arthur, mas a cena da batalha no gelo é espetacular. E, mesmo que você veja dez vezes, vai ter dificuldade para estabelecer a diferença entre o que foi filmado no gelo, no tanque do estúdio ou gerado no computador. "Os efeitos nunca me interessaram muito. Raramente precisei deles em meus filmes. Mas uma vez que você entra no negócio, fica possuído. Quer fazer o melhor e o campo de possibilidades é ilimitado", diz o diretor.
O cinema contou muitas vezes a história do Rei Arthur, às vezes até com intenções desmistificadoras - como em Excalibur. Mas John Boorman, um diretor de prestígio, perdeu-se nas brumas de Avalon, por mais que o filme dele tivesse momentos magníficos.
Fuqua é mais ousado. Vai às origens do mito fundador de Camelot. Arthur é, na verdade, Artorius, um general do Império Romano. As mulheres guerreiras da Sarmátia originaram o mito das amazonas, no filme interpretadas pela personagem de Keira Knightley.
Este é o primeiro grande papel de Clive Owen numa superprodução de Hollywood. Há pouco, ele chegou a ser cogitado para ser 007, mas a história não foi adiante. "As lutas de espada foram menos duras do que as cenas intimistas. O meu Arthur é um personagem nunca visto na tela", ele diz.
Merlin, também - o mágico da lenda vira o articulador de uma aliança política. Owen cita a que foi a cena mais difícil. "No diálogo a cavalo, antes da grande batalha Antoine (Fuqua) queria que o animal ficasse nervoso. O bicho estava arredio, ele não parava de mexer a câmera. Quem quase estourou fui eu."
Keira Knightley, que faz Guinevère, está adorando ser a estrela de Bruckheimer. Depois de Piratas do Caribe e Rei Arthur, com suas cenas de ação, o que gostaria de fazer? "Um filme de ambientação moderna."
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