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16.07.2006 | 03h00

Banda nova no mercado

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Com um nome extremamente significativo, O Salto, formado pelos ex integrantes do LS Jack e o vocalista Fabão, lança seu primeiro CD, denominado A noite é dos que não dormem. Para o vocalista, o novo trabalho marca um movimento interessante, de volta da batucada do Monobloco ao rock"n"roll. Porém, para os demais integrantes da banda, este CD marca um movimento acelerado, do pop rock do LS Jack ao rock,"n"roll de O Salto. Mais precisamente, no caso dos músicos, esse movimento já se anunciara em Jardim de Cores, quinto e último CD do LS Jack, de 2004.

Com o fim da banda os membros do grupo se viram no mesmo dilema que, volta e meia, assola os que perdem um companheiro por morte, doença ou desavença: parar ou prosseguir? A resposta está no nome do seu novo projeto. O Salto. A escolha de um novo vocalista para a banda foi fácil. Os quatro músicos decidiram por Fábio Allman, o Fabão. Uma escolha natural pela amizade e porque o LS Jack já havia gravado duas de suas composições em Olho por olho, gente por gente, de 2003.

A nova formação, composta por Fabão, Vítor, Sérgio Ferreira, Bicudo e Sérgio Morel, está ensaiando há um ano com a frequência de três vezes por semana. Uma bem sucedida apresentação no Skol Beats de Salvador, em 2005, marcou mais que uma mera substituição do LS Jack. Era o início de O Salto.

Fabão traz para a banda a mesma pegada hard-roqueira que impressionou a falecida Cássia Eller no cultuado Monobloco, que chegou a dividir os microfones com ele. O vocalista participou também da gravação da música da cantora, "Faça o que quiser Fazer", em 1998 e do show de Cássia no Rock in Rio 3, em 2001.

O CD de O Salto, produzido pela própria banda, tem na primeira faixa, "Duas Mãos" o cartão de visitas de Fabão como cantor e compositor. As guitarras entram rasgando, meio Legião Urbana, meio U2, abrindo espaço para Fabão quase evocar outro mito da Lapa roqueira carioca, Celso Blues Boy, no refrão "Eu ando na multidão/ com medo dos carros e vidros quebrados no chão/ eu sigo na escuridão/ e acendo a vela da prece que faço a duas mãos".

A segunda faixa do CD, "A noite é dos que não dormem", tem letra do poeta Bernardo Vilhena, velho parceiro de Lobão. O pique roqueiro se mantém acelerado com os músicos exibindo sua proficiência, enquanto Fabão (co-autor da música com Sérgio Ferreira e Bicudo) canta. A primeira música de trabalho do álbum, "Tantos Lugares", de Vítor Queiróz, tem o mesmo ataque pesado e uma letra autoconfiante.

Sejam quem forem os autores, quase todas as letras do disco falam de alguma espécie de superação o que remete a própria barra que os membros da banda tiveram que segurar. Nas faixas "Todas as cartas", "Posso resolver sozinho" e "Pura Imaginação", O Salto ganha o reforço de Alex Veley nos teclados. Outro fera dá duas mãozinhas à climática balada "Antes da chuva", o ex-tecladista do Barão Vermelho, Maurício Barros, co-autor da faixa com Maurício Negão.

Ainda nos créditos de composição, O Salto recebe uma canja de Moska, um dos melhores autores cariocas da atualidade, no delicado blues "Nada vai mudar isso", que revela nitidamente o sentimento de superação. Aliás, embora a inclinação do disco seja para a necessidade da superação pessoal, os músicos, vivendo numa cidade tão partida, não poderiam deixar de clamar por uma superação coletiva. É o que fazem sobre o riff pesadão de "Morro e asfalto". Nesta, como nas outras 12 faixas do CD, O Salto mostra que, a despeito do renovado vigor do rock roll, não perdeu o domínio da linguagem aderente do pop.

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