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12.06.2005 | 03h00

De pulseira solidária a item fashion

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O que no início era uma simples campanha de solidariedade, agora virou moda. As pulseiras de borrachas coloridas andam sendo procuradas e disputadas por pessoas dos mais diversos públicos e idades. O lançamento desse adereço começou há pouco mais de um ano, quando a Lance Armstrong Foundation (LAF), em parceria com a Nike, colocou no mercado as pulseiras Live Strong, feitas de borracha amarela como forma de arrecadar dinheiro para a fundação criada pelo ciclista Lance Armstrong.

Depois disso, as mais diversas cores de pulseiras foram lançadas, cada uma representando uma campanha. Rosa para ajudar o combate ao câncer de mama, roxa para levar apoio às vítimas do tsunami, branca e preta entrelaçadas contra o preconceito racial. No Brasil a Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer) aderiu às pulseiras de cor azul. Todo dinheiro arrecadado nas vendas das pulseiras originais é revertido as referentes instituições promotoras.

O publicitário Alexandre Castro conta que começou usar a pulseira muito antes de ela se tornar moda, quando a campanha ainda era desconhecida pela maioria das pessoas. "Quando me viam com a pulseira, as pessoas sempre tiravam sarro de mim dizendo: "em que festa você foi e esqueceu de tirar a pulseira do camarote". Depois que falava do que era uma campanha de solidariedade, geralmente os "engraçadinhos" ficava super sem graça", conta.

Alexandre ficou sabendo da campanha por meio de um amigo que tinha chegado dos Estados Unidos e trouxe de presente a pulseira amarela com a inscrição LiveStrong. A partir daí, o publicitário aderiu a outras causas e, sempre que pode, vem participando. "Comprei uma azul, que representa luta contra o câncer, porque meu pai acabou de sair de um câncer", conta ele, falando ainda que tem as pulseiras do Tsunami e do racismo.

Aproveitadores - Mesmo diante de uma causa nobre, a pirataria não deixa escapar uma fatia do mercado e já vem falsificando esse acessório. São diversas as pulseiras colocadas à venda que não têm nenhum valor social e visam apenas dar lucro a quem falsifica e vende. A designer mato-grossense Juliana Shiraiwa, que atualmente mora em São Paulo, conta que na capital paulista, por onde passa vê os braceletes. "Aqui em São Paulo você passa na rua e vê em todos os lugares, mas não são as pulseiras originais. Isso acaba atrapalhando o real sentido das vendas do acessório, uma vez que a renda não é revertida a nenhuma instituição e acaba tomando uma parte do mercado".

Como se não bastassem as falsificações, muitos comerciantes aproveitam a animação da garotada em comprar as tais pulseiras e acabam super faturando o produto. No começo cada peça era vendida por US$ 1, mas atualmente chegam até a R$ 20. Outra atitude que também acaba por prejudicar o verdadeiro sentido das vendas.

Na hora de adquirir as pulseirinhas os antenados devem se preocupar, não só em estarem na moda, mas também no lado social das vendas e procurar sempre os braceletes originais e se realmente o dinheiro terá a ação social como destino. Estes podem ser encontrados na internet, onde mais uma vez deve-se ter cuidado com a pirataria.

Personalidades - Tamanha febre virou o acessório que até o candidato democrata à presidência, John Kerry, e o presidente republicano George W. Bush apareceram usando durante campanha política. Outras celebridades que dão apoio à causa são Bono, do U2, Bruce Willis, Robin Williams, Matt Damon e Ben Stiller. Além de diversos atletas dos mais variados esportes.

O início de tudo - Em 17 de maio de 2004 a Lance Armstrong Foundation (LAF), em parceria com a Nike, lançou as pulseiras Live Strong, que significa "Viva com força". A cor escolhida para a campanha foi a amarela que representa coragem, esperança e perseverança.

A LAF foi fundada em 1997 pelo ciclista Lance Armstrong, hexacampeão da Volta da França, que já sofreu de câncer e tinha como objetivo ajudar pessoas que estivessem enfrentando a doença. Quando a campanha completou um ano já contabilizava 47,5 milhões de pulseiras vendidas, em mais de 60 países, somente pelo site (www.wearyellow.com) ou nas lojas Nike.

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