09.04.2006 | 03h00
Praticar atividades, ter uma alimentação equilibrada e manter uma boa noite de sono são fundamentais para uma vida saudável. Cuidar do corpo e preocupar-se com a aparência não é errado. O perigo surge quando o desejo pela boa forma se torna obsessivo e a busca por um corpo perfeito, uma meta primordial a ser seguida.
Uma prática errada e muito comum entre as pessoas é exagerar nos exercícios físicos. Esse excesso, além de fazer mal a saúde, pode transformar a pessoa em um vigoréxico. A vigorexia é uma doença caracterizada pela obsessão em malhar exageradamente com o objetivo de aumentar a massa muscular. A pessoa dependente realiza práticas esportivas com uma valorização praticamente religiosa. O fanatismo pode ser tão grande que muitos exigem constantemente dos corpos sem se preocupar com os malefícios que isso pode causar.
O vigoréxico se comporta como uma espécie de viciado e nunca está satisfeito com o próprio corpo. Além de viver na academia, satura-se de complementos vitamínicos e até mesmo de hormônios e anabolizantes para alcançar o objetivo almejado, o corpo "perfeito". A fisioterapeuta Lorena Frange afirma que nos últimos anos as pessoas estão malhando cada vez mais por objetivos estéticos. Isso porque estão obedecendo as exigências do mercado.
"Uma pesquisa feita no Brasil apontou que as pessoas têm feito exercícios 11 horas por semana, sendo que o ideal é de cinco a no máximo seis horas semanais. Seis entre dez pessoas estão abusando das atividades físicas no país."
Lorena explica que, ao realizar uma atividade física, a pessoa tem uma sensação de prazer liberada pela endorfina, substância produzida no organismo. Essa sensação de bem estar faz com que ela deseje fazer mais exercícios, o que acaba criando um círculo vicioso.
"O problema é que muitas vezes elas não sabem do mal que isso pode causar para a saúde. O organismo precisa de um tempo de repouso para descansar e isso não tem ocorrido", observa Lorena.
Aumento da pressão arterial, irritabilidade, nervosismo, stress são apenas alguns dos prejuízos causados pela atividade física em excesso.
"Em quadros mais crônicos há casos de depressão, stress profundo e insônia. O step, muito utilizado nas academias, é um grande vilão se não usado corretamente. O excesso de movimentos repetitivos pode fraturar o osso. Mas isso não acontece da noite para o dia e sim de um período longo de atividade em excesso. Outros danos são dores musculares, tendinites e bursites."
Para a fisioterapeuta, o correto é intercalar um exercício a outro em um período de no mínimo 24 horas, sem também ultrapassar as seis horas semanais. "É durante o repouso e o alongamento que os músculos fortalecem. Muitos não sentem os resultados que esperam no corpo porque estão malhando em excesso sem ter um período de descanso", alerta a professora.
Lorena também relata sobre a importância de se ter um acompanhamento profissional e manter hábitos saudáveis, como alimentar-se bem, ingerir bastante líquido e dormir bem. O personal trainer Thiago Moreira afirma que tem observado nas academias um grande número de pessoas exagerando nos exercícios. O profissional conta que a maioria busca resultados rápidos sem pensar nas conseqüências.
"Tem gente que passa o dia todo na academia, mas conversa mais do que malha. Outros já pegam pesado mesmo e acabam abusando nas atividades. A gente nota isso principalmente nos homens. Eles gostam de mostrar o físico para as mulheres e contar vantagem entre os amigos. Muitos até recorrem ao uso de anabolizantes achando que com isso irão conseguir um corpo perfeito e saudável." Um grande engano.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.