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27.07.2003 | 03h00

Masturbação é um caminho para o auto-conhecimento

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Bater uma .., tocar uma siri..., descascar a banana entre outros tantos subterfúgios para traduzir um ato fisiologicamente normal, mas que o boicote social e religioso gerou termos muitas vezes vulgares para camuflar a mais comum e antiga das práticas humanas: a masturbação.

Envolvida em uma série de preconceitos que têm alguns fundamentos religiosos como base, a masturbação é uma prática comum e benéfica ao praticante, pois proporciona experiências ricas em conhecimento das próprias sensações. E se engana quem pensa que isso é coisa só de adolescente com os hormônios em ebulição como é o caso do personagem Carlinhos, interpretado pelo ator Daniel Zettel na novela Mulheres Apaixonadas, da Rede Globo.

"A primeira manifestação se dá durante a manipulação infantil quando a criança descobre o prazer por acaso, assim como ela conhece as orelhas e as mãos", diz o especialista em jovens e adolescentes (ebiatra) Arthur Octávio Monteiro. A fase da descoberta se dá entre os 4 e 7 anos.

Na chamada pré-puberdade, entre os 10 e 11 anos para meninas, e 11 e 12 anos para os meninos, demonstra que a consciência do prazer já existe mas não está no clímax. Nessa fase meninos e meninas praticam a masturbação com regularidade em busca de atingir as sensações de prazer. O prazer que se manifesta de maneiras diferentes em ambos os sexos, pois para os garotos o foco está no pênis, enquanto para as meninas o prazer está difuso por várias partes do corpo.

A terceira e última etapa é a da puberdade, quando o adolescente dos 13 aos 15 anos manifesta visualmente o gozo através das secreções (esperma e lubrificação feminina). "O processo não causa danos físicos e também não pode ser reprimido", destaca o médico.

Claro que isso não significa que masturbação é um ato que possa ser realizado em público ou exposto. Pois vivemos em sociedade e existem regras de comportamento social para podermos ocupar o mesmo espaço e a privacidade é uma delas.

Uma das dúvidas dos adolescentes é quanto ao número de vezes considerado normal para a prática da masturbação. O médico, Arthur Monteiro destaca que não existe essa medida. Não existe um número de vezes considerado normal, cada pessoa tem uma necessidade. Porém, quando parte do dia do adolescente é tirada para a masturbação, ele pode estar demonstrando um nível de tensão (estress) acima do normal, insegurança e, na maior parte das vezes, solidão.

Outra questão é: porque as meninos falam sobre o assunto e se masturbam mais que as meninas? Masturbar mais ou menos não se tem como dizer, a diferença está na zona de prazer, já que as mulheres tem uma área maior do corpo para manipular (os seios, por exemplo). No caso de falar mais, talvez isso esteja no fato de que a repressão feminina calou durante muitos anos a manifestação dos sentimentos das mulheres.

A sociedade criou uma série de mecanismos para coibir ou punir o ato da masturbação. Para reprimir a prática associaram-na ao aparecimento de espinhas (comum na adolescência devido às mudanças hormonais). Outra atribuição dada ao ato de se masturbar foi associá-la ao crescimento de peitos (ginecoplastia) nos meninos.

São vários os mitos: masturbar provoca enfraquecimento, dá tuberculose, cresce pêlos nas mãos. Mas claro, tudo não passa de mitos que são derrubados quando se tem acesso a informação. A brincadeira e a punição ao ato de masturbar-se podem ser prejudiciais e provocar danos a sexualidade (impotência, frigidez etc.).

"É uma fase de consciência da erotização", afirma o médico. E mais, ela se prolonga pela maturidade. Claro que não com a mesma intensidade, já que o adulto passa a ter uma pratica sexual rotineira com parceiro (a).

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