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18.09.2005 | 03h00

Piercing em domicílio

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Descobertas científicas apontam que há muito tempo o homem já usava apetrechos para furar a pele e celebrar rituais carregados de simbolismo. O body piercing, ou corpo perfurado, é usado há mais de dois mil anos na Indonésia, Roma, Egito, Índia e outros povos por questões religiosas, culturais, políticas, como adorno, ou até mesmo para identificar escravos.

No antigo Egito o piercing no umbigo era sinal de realeza. Na Índia, o brinco no nariz tinha relação com a classe social da pessoa. Para os romanos, o piercing no mamilo significava coragem e virilidade. Enfim, havia sempre um valor agregado à prática daquilo que hoje muita gente chama de ousadia.

No Brasil essa moda chegou no ano de 1995, reflexo do mundo moderno europeu e não de nosso passado indígena. Eram feitos de aço cirúrgicos (nióbio, titânio ou ouro), ou até mesmo de acrílicos e madeira.

Moda ou não, o piercing hoje trouxe para as cidades a consagração de uma nova tribo urbana. Alguns o querem como adorno por ser simplesmente "bonito", outros até encaram como um valor pessoal, mas há quem veja o piercing também como fetiche.

Mas chega de falar de história e de mundo. Falemos de Cuiabá! O piercing parece que também chegou para ficar na Capital. A garotada toda já aderiu ao penduricalho, mas a grande maioria ainda é de meninas perfuradas. Os lugares mais comuns para os garotos, são as sobrancelhas e a cartilagem da orelha. Já para as meninas, os lugares preferidos são o umbigo e o nariz.

Há outros lugares menos comumente furados, como a língua, os lábios, o freio da língua, os genitais e os mamilos, entre outros. Mas a body piercer Carol Martins que, com seus dois anos de experiência e seus nove piercings (isso mesmo, nove!), comenta que não perfura apenas os genitais, ainda.

Mas apenas por que está se especializando nessa área em especial e, se for pra fazer um trabalho bem feito, ainda dá pra esperar pra aprender mais um pouco, certo? Carol tem um diferencial no seu trabalho que é fazer "piercings em domicílio". Isso mesmo. Ta a fim de fazer um piercing? Liga pra ela, marca um horário que ela vai até você. Maior mordomia impossível né.

No seu trabalho, Carol se preocupa sempre com qualidade, tanto ao escolher o material que será usado para fazer a perfuração, quanto a jóia a ser introduzida na pessoa. E comenta que para fazer um piercing as pessoas devem buscar conhecer o profissional, dar muita atenção ao método de assepsia que ele usa, procurar saber sobre a qualidade do material que vai ser utilizado durante a perfuração, as condições do local e se informar sempre sobre os cuidados que dever ser tomados após o piercing ter sido aplicado.

As conseqüências de um furo mal feito não são poucas. É por isso que o trabalho tem que ser executado da forma mais profissional possível. Cicatrizes (quelóides), furos tortos, hematomas, granulomas e infecções que podem dar trabalho são resultados comuns entre aqueles que, por ansiedade, desinformação ou por ainda não terem 18 anos, optam por leigos para colocar uma jóia.

Para fazer um piercing com segurança, além de checar as condições do local onde são aplicados, é preciso seguir à risca as recomendações pós-perfuração. "É preciso lavar a área com sabonete anti-séptico duas vezes ao dia e apenas nesse momento movimentar a jóia, limpar o local com um cotonete embebido em soro fisiológico, evitar abafar o local (com Bandaid, roupa apertada,...), fazer esforço físico dependendo do local (umbigo e mamilo), passar produtos que contenham álcool ou químicos, como bronzeador, descolorante... e manipular sempre com as mãos limpas", adverte Carol. Além da limpeza, o local não pode ser exposto ao sol por pelo menos 30 dias.

O tempo de cicatrização varia de pessoa a pessoa e de acordo com a região perfurada. No nariz, no supercílio e no umbigo, demora cerca de um mês e meio para cicatrizar e a cartilagem da orelha é onde demora mais. A perfuração não deve ser feita com pistolas, daquelas usadas para furar a orelha para brincos, nem com métodos rudimentares, com agulhas normais.

Um dos sinais de que o local é apropriado é a utilização de material descartável e a presença de auto-claves (uma espécie de forno para esterilizar instrumentos cirúrgicos). "O furo é feito com um catéter e uma agulha apropriada. Na mesma hora em que se fura já é introduzido o piercing", explica Carol.

Quem sofre com inflamações não pode responsabilizar os profissionais que aplicam, já que todos assinam um termo de responsabilidade afirmando estar cientes dos cuidados necessários e se comprometendo a não trocar a peça antes de 90 dias.

Cuidados - Se você escolheu um piercer habilitado, a jóia certa e está contente com o resultado, agora é hora de cuidar adequadamente da perfuração para que haja uma cicatrização sem problemas. É normal que haja vermelhidão, coceira e até um pequeno hematoma na região perfurada.

É comum também que haja secreção e a formação de uma casca ao redor. Caso todos os passos da perfuração tenham sido seguidos corretamente e haja infecção, a culpa não é do profissional e Carol adverte: "piercing não é uma especialidade médica, portanto, se algo der errado, volte ao body piercer antes de procurar um médico".

O excesso de limpeza também pode prejudicar a formação de novas células e, consequentemente, a cicatrização. No caso de um furo na língua, é necessário fazer bochechos com anti-séptico bucal e, nos três primeiros dias, tomar água gelada, chupar gelo e tomar sorvete.

Dica: Quem quiser "entrar na dança", e fazer um piercing, consertar um furo mal feito ou simplesmente estiver buscando mais informações, o telefone da Carol Martins é (65) 9954-6872 ou 3626-3381.

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