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28.09.2003 | 03h00

Por dentro do universo lounge

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Para muitas pessoas, música eletrônica é só techno, trance, drum"n bass e outros estilos que bombam as pistas. Mas e a lounge music? Ela é uma das vertentes da música eletrônica que mais cresce. Se considerarmos que dos CDs de música eletrônica disponíveis nas principais lojas do país, cerca de 35% dos títulos pertencem ao estilo, logo percebemos que o lounge é mais do que apenas uma "música ambiente".

A tradução literal do termo lounge music seria "música de sala de estar". Nos anos 50 e 60, o termo era utilizado para designar a música tocada em bares, restaurantes, elevadores (daí o termo "música de elevador"), enfim, em ambientes onde deveria apenas ter o papel de fundo musical, sem interferir nas conversas das pessoas.

Da explosão da cultura eletrônica na década de 90 surgiram (e ainda hoje surgem) uma série de vertentes, entre as quais se situa a lounge music contemporânea. Estilos como o funk, o jazz e a bossa nova ganham uma nova roupagem nas mãos de produtores que se inspiram no passado sem deixar de lado a tecnologia do presente.

Nos últimos tempos o lounge foi uma das vertentes da música eletrônica que mais cresceu. A Europa (locais como Ibiza, Paris e Londres) foi o centro do desenvolvimento do estilo, que posteriormente migrou para o resto do mundo, inclusive para o Brasil.

E por falar em Brasil, tradicionais ritmos brasileiros como a bossa e o samba têm um vínculo especial com o som lounge. Eles são muito utilizados por produtores brasileiros e estrangeiros. "Tenho algumas coletâneas de lounge européias em que Tom Jobim, Vinícius de Moraes, aparecem direto, em versões originais", comenta Marcelo Gallo, DJ e produtor de CDs de lounge.

Vale lembrar que várias casas noturnas também estão dedicando espaços para a lounge music. Em algumas delas, além da pista principal, há um espaço de chill out onde o cliente pode relaxar ou mesmo conversar escutando um som mais calmo. As raves e os grandes festivais de música eletrônica, como o Skol Beats, também têm reservado tendas de chill out, onde os freqüentadores podem desacelerar ao som relaxante do lounge.

É interessante que muitas pessoas, quando ouvem o termo "música eletrônica", pensam em algo artificial, impessoal e muito barulhento, totalmente diferente da música orgânica. Essas características não se aplicam a lounge music. O alto grau de sofisticação e a sutileza de algumas composições, chega a surpreender os músicos mais exigentes. O uso de instrumentos acústicos é algo cada vez mais comum no estilo.

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