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inovação 25.06.2020 | 16h38

Artistas fazem shows privados e ganham mercado com o aumento de 'novas lives'

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Reprodução/Instagram

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Desde o início da pandemia de covid-19, em março deste ano, os artistas tiveram de se reinventar. Sem os shows presenciais por conta do isolamento social, as lives se tornaram a principal fonte de renda para os músicos. Grandes nomes como Gusttavo Lima, Marília Mendonça, Jorge & Mateus bateram recordes de visualizações com os shows ao vivo transmitidos nas plataformas digitais.

 

Se nas primeiras lives as produções eram mais simples e "caseiras", com o tempo, as apresentações foram ganhando ares de "supershows", com direito até a patrocínio. Diante do sucesso e do boom das transmissões, um novo formato começa a ganhar força no mercado: as lives privadas e/ou corporativas.

 

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O produto nada mais é do que um show com transmissão exclusiva para alguém ou para alguma empresa. Marco Serralheiro, sócio e CEO da Act10n!, declara que este segmento existe há muito tempo, porém, é uma novidade no universo da música.

 

"As lives corporativas sempre existiram, só que com outro nome. Quando, por exemplo, um banco contrata um economista para falar na internet apenas para os clientes sobre economia, é uma live. Isso já rolava há muito tempo. Sem querer, identificamos essa oportunidade e pensamos: 'por que não?'. Ninguém nunca imaginou que a música pudesse acontecer nesse segmento de lives corporativas, mas fizemos uma adaptação e incluímos um artista da música em um segmento que existe há anos."

 

Para realizar uma live privada ou corporativa, basta contratar o músico de preferência para determinado evento. "Pode ser para uma empresa, para um aniversário de 15 anos... A live é feita exclusivamente para um cliente", reforça Marco, que explica que os "convites" são feitos através de senhas.

 

"Você passa a senha para as pessoas que você quer dar acesso a live. Elas vão entrar num home específico (como se fosse um link de aplicativos de chamada de vídeo) e tem um módulo de segurança que somente aquela pessoa com a chave de entrada vai ter acesso."

 

Ainda de acordo com o especialista, a live é paga conforme o cachê fixo do artista, porém, acaba saindo um pouco mais barato do que os shows presenciais.

 

"No passado, o cliente pagava o cachê do artista, mais um custo de produção (que inclui luz, som, palco). Na live, é só o cachê do artista, que pode fazer o show de casa ou em um estúdio, mantendo toda a segurança. É o ideal, inclusive, porque o estúdio já tem estrutura de internet para a transmissão, dá para montar um cenografia, fica mais interessante", explica Marco.

 

Sucesso das 'novas lives'

Artistas como Daniel Boaventura, Paula Fernandes, Bruno Martini já participaram das "novas lives". Latino é outro nome que recebeu cerca de 20 orçamentos para fazer shows corporativos online no fim do ano.

 

"A vantagem do show corporativo é evitar aglomeração (que não está autorizado), poder ter o artista na sua casa para curtir a festa e ter a liberdade de poder falar com as pessoas, com os funcionários. Você consegue dar uma atenção maior, é uma linha direta", avalia Latino.

 

A agência de Marco também contabiliza um aumento pela procura de lives corporativas. Só neste mês, eles receberam uma média de 15 consultas por semana.

 

"A gente acha que essa curva vai continuar sendo exponencial, a procura é bastante grande e já fizemos diversas lives no segmento musical, que é nosso forte", afirma o CEO, que opina se o produto veio para ficar. "A tendência é essa, como ninguém sabe quando vão voltar as experiências de shows ao vivo, as lives privadas vão ficar, provavelmente, por seis meses a mais, pelo menos. Existe uma ala que acredita que possa ficar para sempre, mas não é substituível, vão existir clientes que vão preferir gastar mais e ter a experiência ao vivo."

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