14.03.2015 | 09h04
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MC Serginho e a dançarina Lacraia formaram a dupla mais popular e divertida do funk carioca no início dos anos 2000. Com hits como Vai, Serginho, Vai, Lacraia e Eguinha Pocotó, a inusitada parceria deu certo por apostar em apresentações alucinadas e cheias de humor.
Passaram-se 13 anos desde o estouro em 2002 e muita coisa mudou. O sucesso e a exposição diminuíram com o tempo. E, infelizmente, Lacraia morreu em 2011. A dançarina e o funkeiro já estavam separados desde 2009. À época, foi divulgada que a causa da morte foi tuberculose.
Marco Aurélio da Silva Costa, nome de batismo de Lacraia, morreu aos 34 anos. Serginho explica que naquele período ela se especializava para ser DJ de casas GLS, mas a doença já afetava a saúde do amigo.
— Desde que voltamos de uma turnê em Angola, a Lacraia se sentia cansada. Isso, junto com o vício em bebida e cigarro, fazia com que ela ficasse cansada para os shows.
O funkeiro ficou abalado com a morte da ex-parceira de trabalho. Afinal, eles se conheciam há mais de uma década. Moradores da comunidade do Jacarezinho, no Rio, se conheceram no fim dos anos 90, nos bailes em que Serginho atuava como DJ.
Serginho curtiu o jeito de dançar do amigo e o convidou para formar uma dupla de funk.
— Á época, a gente chamava o Marco de Margarteh Robocop. Só depois surgiu a Lacraia. Fui o primeiro funkeiro com coragem para colocar um homossexual no palco. A galera tirava onda, dizia que eu era maluco, que éramos namorados. Mas não teve nada disso, não. Rolava o maior respeito e amizade.
Mas nem a separação e nem a morte de Lacraia interromperam a carreira de Serginho. Desde que teve que
tocar o barco sozinho, o cantor enfrentou diversas dificuldades e até mesmo perdeu espaço nos bailes do Rio.
Serginho sabe que a renovação do cenário musical é cíclica e que faz parte dividir espaço com gente nova, mesmo que ele não seja entusiasta do funk ostentação.
— Os caras vão no baile tocar 15 minutos e colocam segurança na frente do palco. Perde a espontaneidade. São poucos os bons. Eu prefiro a forma mais amadora do funk.
Nos últimos anos, Serginho chegou a se apresentar com Gazela, que era praticamente sósia de Lacraia e substituiu a dançarina. Depois, ele incluiu Jayla X-Tudão aos seus shows, que com 240 kg fugia dos padrões das dançarinas.
— Eu gosto de dar espaço para gente diferente. Do que adianta colocar a menina bonitinha no palco? Isso é fácil, todo mundo faz.
Mesmo sem problemas de autoestima por conta do peso, Jayla fez uma redução de estômago e perdeu 40 kg. Mas Serginho hoje segue sozinho em seus shows.
— Me apresento bastante para o público GLS. Quando chego lá, pergunto para a plateia se alguém pode “me emprestar um veado”. Sempre aparece alguém a fim de dançar. E depois eu ainda discoteco por uma hora e meia. Fecho a noite das boates.
O músico hoje é muito mais requisitado em shows fora do Rio. Atualmente, costuma fazer pequenas
turnês no Norte, Nordeste e Sul do País. As apostas para 2015 são as músicas A Dama da Noite e Vaquinha Mococa. Ambas, mostram que Serginho continua bem humorado e não perdeu o costume de divertir o público.
— Gosto de brincar com essa coisa de animais. É bom que assim também atinjo as crianças.
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