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Gastronomia - A | + A

28.05.2020 | 08h16

A terapia da cozinha

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Rita Comini

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Os hábitos alimentares estão relacionados com a satisfação com a vida, com um bem-estar subjetivo positivo. Além do paladar, a comida pode provocar respostas visuais, olfativas e táteis que geram um impacto emocional direto.

 

Para a chef Márcia Mesquita, a cozinha está sempre ligada à afetividade. “Um bolo, uma memória, uma lembrança, um prato, um prazer e a satisfação de consumir um produto. Quando a gente fala de afetividade, não só de fazer, mas também de experimentar, isso provoca essas emoções na gente. Aquela lembrança boa, aquele cherinho, e isso e muito bom”.

 

A chef fala sobre harmonizar ingredientes para ter um resultado saudável do ponto vista físico e emocional. “Quando a gente provoca o nosso paladar, nos sentidos físicos, a gente está falando da questão nutricional de alimentos, do saudável, de nos dar disposição no dia a dia, comer um alimento que vai nos proporcionar saúde”. 

 

A jornalista Marta Regina Torezam, 57, em isolamento social com os dois filhos (um adolescente e outro adulto), ama cozinhar para a família e amigos. “Acho que é a forma mais generosa de demonstrar afeto. Cozinhar, se alimentar são atos sagrados. Somos o que comemos e pensamos”.

 

Como boa descendente de italianos, para ela a comida é a tradição familiar mais importante. “É o momento que as pessoas se unem, para conversar, negociar, rezar, celebrar e até discutir, com o típico fervor das emoções”, descreve.

 

“Minha mãe é a típica ‘mama’, que faz as massas, os pães, os assados, os doces de frutas e como sou de origem rural, no sítio, as meninas vão para cozinha ajudar a partir de 5 ou 6 anos. Me lembro fazendo sopa, no fogão à lenha sozinha, aos 10 anos de idade.

 

“Na cozinha exercitamos todos os sentidos e a criatividade. Dificilmente sigo receitas, vou pela intuição e adoro testar temperos, misturas de ingredientes. É um prazer emocionante”.

 

Para ela, tem sido uma gostosa terapia cozinhar com apoio dos filhos.

 

Joyce Kelly Schoenherr, 49, tem 3 filhos, e adora fazer pizzas e pães com massa de fermentação lenta.

 

“Trabalho com bolos sob encomendas, mas aprendo tudo que eles gostam, aprendi a fazer sushi, yakisoba, cookies, e agora pizzas de fermento natural com fermentação longa, pois todos gostamos. Sempre gostei de cozinhar e fazer eu mesma coisas saborosas pra familia”.

 

Para ela, cozinhar e tranformar o alimento em sabor, alegria. “Preparar uma comida, um prato, uma receita é muito bom, você escolhe todos os ingredientes. Saber que vai não só alimentar o corpo, que posso deixar lembranças afetivas para que meus filhos possam ter memorias amorosas no futuro”.

 

A enfermeira, Andrea Bouret, 48 anos, ressalta que cozinhar é mais que um ato de amor, é uma forma de agregar, de comunhão entre as pessoas que amamos. Estudante de antropologia, ela lembra que tradicionalmente todas as formas de rituais acontecem, em alguma medida, em volta de comidas. A comida na família - incluindo os pais, os 6 irmãos com repectivos filhos-, acaba se tornando uma memória viva de sentimentos. “Nas datas de aniversários dos entes queridos que já se foram, me emociono com aqueles pratos especiais, como o pudim de pão que minha avó fazia”.

 

A engenheira agrônoma Valéria Pires, 35, e seu marido Thiago André Teixeira, 35, empresário, cozinham juntos desde os tempos de namoro. Segundo ela, isso foi virando uma prática bacana e divertida. “Cozinhar é um momento de compartilhamento de experiências, dedicação e carinho com as pessoas que amamos”, explicita, acrescentando que vieram de famílias grandes que se reúnem ao redor da mesa para comer juntos, unindo a culinária do Sul com a cuiabana.

 

Se depender deles, a tradição terá continuidade. “Nosso filho de quase 3 anos já tem sua colher preferida e sempre entra conosco nos preparos, isso torna-se um estímulo para que ele experimente o prato que ajudou a fazer”, conta.

 

Leia mais notícias sobre Variadades na edição do Jornal A Gazeta

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Comentários

Célia - 29/05/2020

Minha querida amiga irmã Márcia Mesquita, há duas coisas que eu me lembro sempre da nossa adolescência: gelatina com leite condensado e arroz requentado misturado com ovo. Que delícia! Um forte abraço.

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