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05.09.2019 | 07h51

O mais democrático dos lanches

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Rita Comini

Divulgação

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Considerado um dos sanduíches mais democráticos e apreciados em todo o mundo, o hot dog ou cachorro-quente é quase uma unanimidade. Tanto que a iguaria tem um dia para chamar de seu. No próximo dia 9 de setembro comemora-se o Dia do Cachorro Quente. Nada mais justo.

 

Simples, tradicional ou mais incrementado, o cachorro-quente é preferência de muita gente. É sempre muito procurado, em especial, pelas pessoas que buscam uma refeição rápida, completa e com preço mais acessível.

 

Difícil alguém que não goste ao menos de uma das múltiplas versões desse lanche típico dos Estados Unidos. Por lá, o preparo consiste em colocar a salsicha com o molho agridoce, picles à base de pepino, mostarda e ketchup. Também são muito utilizados o chucrute (repolho azedo) e o chili, espécie de massa de feijão com carne moída picante.
Mas, como quase toda comida que conquista paladares mundo afora, o cachorro-quente ou hot dog ganhou inúmeras versões, inclusive algumas com um toque de sofisticação, gourmet mesmo.

 

No Brasil, a forma de se fazer o cachorro-quente depende da região do país. No estado de São Paulo, por exemplo, o preparo utiliza purê de batata como acompanhamento. Segundo os paulistanos que defendem e saboreiam a inclusão, o purê dá liga aos demais ingredientes do recheio e impede que caiam na hora de comer.

 

Já no interior de São Paulo é feito com carne moída e também com frango desfiado. Em Pernambuco, o recheio do pão de cachorro-quente é uma mistura a base de carne moída e salsicha, ou apenas uma delas.

 

No Rio de Janeiro, é imprescindível incluir um ovo de codorna de cozido. Outros lançam mão de passas pretas para dar um toque adocicado. Em Minas Gerais e Goiás, é servido com milho verde e batata palha bem crocante por cima do lanche.
Em Santa Catarina, especialmente durante a realização da Oktoberfest, que ocorre em outubro em Blumenau, além dos ingredientes tradicionais, acrescenta-se o chucrute (conserva de repolho fermentado típica da culinária germânica).
Em geral, acompanha-se o cachorro-quente com maionese, ketchup, mostarda, molhos à base de tomate (quente ou frio), pimentão e cebola ou ainda outros ingredientes como batata palha, salpicão, maionese caseira, maionese temperada, tomate, beterraba, pepino, picles, ervilha, milho, purê de batata, toucinho, requeijão, farofa, entre outros.

 

A salsicha, principal ingrediente, também tem muita variantes, desde as industrializadas, mais comuns, até as artesanais que elevam o lanche a outro patamar. Um dos experts no assunto é o chef Jefferson Rueda, premiadíssimo internacionalmente por seu restaurante Casa Do Porco, que abriu em meados de 2017, o Hot Pork, bem na região central de São Paulo.

 

A salsicha de porco, criação do chef, e todos os demais ingredientes são de produção própria, sem conservantes ou corantes. Segundo ele, uma versão saudável do cachorro-quente.

 

A receita que dá nome à casa consiste em um pão tostado de 16 cm, uma salsicha de 18 cm, ketchup de maçã com especiarias, mostarda fermentada com tucupi e maionese e picles de cebola roxa. Batizada de not pork, a versão vegana tem salsicha à base de cogumelos.

 

Em Cuiabá não faltam opções para quem adora cachorro-quente. Alguns pontos são tradicionalíssimos, como o Zé Dog, estacionamento na avenida Isaac Póvoas desde 1988. Mas, em muitos pontos da cidade existem barraquinhas servindo o sanduíche. Elas se proliferam nas ruas e avenidas centrais e também nos bairros.

 

História
A mais conhecida história da criação do hot dog é a de um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha, que em 852, resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome da raça de seu cachorro: Dachshund.

 

Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou essa salsicha para os Estados Unidos em 1880 e lá criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos.

 

Em 1904, em Saint Louis, nos Estados Unidos, um vendedor de salsicha quente criou uma maneira de seus fregueses não queimarem a mão. Ele oferecia luva de algodão limpíssima a quem comprasse suas salsichas. Porém, os clientes se esqueciam de devolvê-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pão.

 

No Brasil, a história do surgimento do hot dog também digna de ser contada. Por volta de 1926, o empresário Francisco Serrador, que idealizou a famosa Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, lançou o cachorro-quente em seus cinemas. A novidade inspirou Lamartine Babo e Ary Barroso, a criarem em 1928, a marchinha de carnaval “Cachorro-Quente”.

 

E a partir de 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil passou a sofrer grande influência da cultura americana, o cachorro-quente conquistou definitivamente espaço no país e no gosto dos brasileiros.

 

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