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Gastronomia - A | + A

23.07.2020 | 08h10

Saborosas leituras

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Rita Comini

Reprodução

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Existe um segmento de livros, que além de proporcionar agradáveis horas de leitura, possibilita colocar em prática aquilo que se lê. Mais que receitas, as publicações de gastronomia são um deleite para os apaixonados pelo tema.

 

Como em outras áreas, os tipos de publicações são os mais diversos. Tem os de receitas propriamente ditos; os que contam fatos históricos a partir de uma ótica muito particular, a comida e a bebida; os que narram a biografia dos maiores chefs de cozinha de todos os tempos; os que reúnem aspectos culturais de diferentes povos ou regiões; aqueles que focam em determinados ingredientes ou alimentos; e os que tratam de técnicas de preparos, entre tantos outros argumentos.

 

Na maioria dos casos, são livros muitíssimo bem editados, ricamente ilustrados com fotos de grandes profissionais do ramo. Muitos em encadernações de luxo.

 

Talvez, tudo isso explique o fato de muitas pessoas gostem tanto de comprar e colecionar tais obras. Mas, certamente é a paixão pela gastronomia que as move.

 

É assim com o editor Ramon Carlini, 49, da Tanta Tinta Editora, dono de uma pequena biblioteca de livros de gastronomia, com algo entre 150 a 200 volumes, todos escolhidos a dedo.

 

“O que me leva a adquirir esse tipo de publicação é mesmo a alimentação, que vejo como uma questão cultural. A gente aprende muito os costumes de cada região, de cada estado, de outros países.

 

Tem também a minha paixão pela gastronomia e pela cozinha, de ficar cozinhando e inventando coisas. Tentando seguir algumas receitas, acabo dando os meus toques, fazendo mudanças e por aí a gente vai recriando”, conta. Ele revela ter livros de todo jeito, de história, receitas, ingredientes, personagens, crônicas do dia-a-dia falando sobre o modus vivendi dos mineiros, dos goianos, paulistas do interior, baianos com relação à comida, etc..

 

Diz que existem alguns favoritos, imprescindíveis como, por exemplo, os livros de Nina Horta, que simplesmente adora. Cita “Não é sopa” como uma obra prima. “Outro livro que gostei muito, chama-se ‘Bacalhau, a história do peixe que mudou o mundo’. Além de falar sobre esse peixe, esse ingrediente, esse prato, como ele é feito, os diversos modos de cocção, conta a história, muito interessante. Tem também um livro do chef José Hugo Celidônio (‘Histórias e receitas’), que eu adoro”.

 

Como editor, Ramon só teve a oportunidade de fazer duas obras do gênero. O primeiro livro que editou na vida foi de receitas de uma vizinha de sua mãe, que queria distribuir aos familiares, como presente de Natal. O segundo foi “Diversidade da Gastronomia de Mato Grosso”, de Edna Lara.

 

Mesmo tendo consciência de que editar um livro de gastronomia é muito mais complexo, diz continuar sendo um objeto de desejo, “porque adoro o tema e gostaria muito de fazer outros”.

 

Editora reconhecida pelo trabalho minucioso, Maria Teresa Carrión Carracedo, da editora Entrelinhas, já trabalhou na edição de umas três publicações na seara gastronômica, cada uma com características bem diferentes. Ela destaca duas, que considera muito importante. “Tacuru: contando histórias na cozinha”, uma preciosidade da autora Maria de Lourdes Figueiredo Bastos da Silva Ramos, com ilustrações de Ely Bueno e prefácio do grande historiador brasileiro Hernâni Donato, lançado em 2010, em Cuiabá, e no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.

 

Destaca também “Cultura matogrossense: festas de santo e outras tradições”, de Roberto Loureiro, lançado em 2006. “É o mais completo panorama da cultura popular mato-grossense já publicado”, avalia.

 

Para Maria Teresa, como editora e leitora, o livro de gastronomia deve ter uma edição que seduza o leitor, de preferência com imagens atraentes das receitas. A relação de ingredientes precisa ser objetiva e a descrição do modo de fazer não pode dar lugar a dúvidas.

 

Consumidora de livros de design gráfico, edição, história, cultura, arte e literatura, ela também adquire livros de gastronomia e seleciona alguns: “Nunca treze à mesa (andanças e histórias gastronômicas)”, de Oriettadel Sole. Companhia das Letras (1997); “Culinária  ESPANHA (Especialidades espanholas)”, edição de Marion Trutter e fotografias de Günter Beer, da Editora Könemann; “O jantar do século”, de Mariella Lazaretti, editora do Senac São Paulo (2008). 

 

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