CIENTISTAS AVALIAM 14.04.2026 | 11h23
Marzena Ożarek-Szilke/Universidade de Wrocław
A múmia egípcia de um menino, que morreu por volta dos 8 anos, virou objeto de um estudo científico. A pesquisa já permitiu identificar sua idade e provável origem, mas a causa da morte ainda é um mistério.
Iniciada em 2023, a análise utiliza tecnologias avançadas para examinar os tecidos preservados e o desenvolvimento dentário, ampliando o conhecimento sobre as múmias da antiga civilização.
O corpo foi levado para Breslávia, na Polônia, em 1914, como parte de uma coleção de antiguidades do cardeal Adolf Bertram. Posteriormente, ele doou o acervo ao que hoje é o Museu Arquidiocesano.
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As análises radiológicas também confirmaram que o cérebro da criança foi removido através da cavidade nasal, assim como os órgãos internos.
Objeto misterioso no peito da múmia
A múmia mede 123 cm de comprimento, sendo 28,4 cm de largura na altura dos ombros e 15,5 cm nos pés. A cabeça e o pescoço estão parcialmente expostos e escurecidos, com crostas brancas de sal. O rosto infantil permanece visível, já que grande parte das bandagens foi removida.
Ainda é possível observar uma camada de substância de embalsamamento marrom-escura na região da cabeça e do pescoço, que reforça o envoltório. Os pesquisadores consideram a hipótese de que a face da criança tenha sido originalmente coberta por uma máscara.
Envolvida por um invólucro de papelão, o material indica que a múmia seja originária do sul do Alto Egito, possivelmente de Kom Ombo, em Aswan, ou de outra necrópole da região. “Esta não é o fim da pesquisa”, afirma a professora Agata Kubala, do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Históricas e Pedagógicas da Universidade de Breslávia. “Ainda estamos trabalhando na múmia, pois uma radiografia revelou a presença de um objeto no peito.”
O objeto despertou interesse por sua posição e formato, indicando que dificilmente se trata de algo acidental ou decorrente do processo de decomposição. Os cientistas avaliam a hipótese de que tenha sido colocado como parte de um ritual funerário. No Antigo Egito, a prática era comum e incluía depositar amuletos e outros itens simbólicos junto aos morto.
Para chegar a uma resposta, os cientistas precisam desenvolver um método para remover a cartonagem, que está bastante frágil e vulnerável a novos danos. “Também estamos realizando uma análise detalhada da iconografia da própria cartonagem, o que é uma tarefa complexa no caso de múmias do período ptolomaico. Isso nos permitirá aprimorar a datação dentro dessa época e, possivelmente, confirmar a região de Aswan, que sugerimos, como seu local de origem”, acrescenta Kubala.
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