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Ícone da literatura 03.12.2019 | 11h19

Obra completa de Clarice Lispector é reeditada em comemoração ao seu centenário

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Arquivo/AE

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Com uma literatura de excelência incontestável e estilo inimitável, Clarice Lispector se consagrou como uma das maiores escritoras de língua portuguesa de todos os tempos. Em comemoração ao seu centenário, em dezembro de 2020, a editora Rocco lança ainda este ano novas edições de suas obras, que contarão com capas e conteúdo extra inéditos. Os livros serão lançados a partir de novembro, iniciando com as publicações da década de 1940 –“Perto do Coração Selvagem” (1943), “O Lustre” (1946) e “A cidade sitiada” (1949).

 

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Assinado pelo premiado designer Victor Burton, o novo projeto gráfico dos livros traz nas capas recortes de telas feitas por Clarice, que pintou 22 quadros ao longo de sua vida. Na orelha dos títulos, o leitor encontrará a íntegra da tela retratada na capa, como a obra “Sem título”, que ilustra o seu romance de estreia “Perto do Coração Selvagem” e pertence ao acervo da escritora Nélida Piñon, e o quadro “Escuridão e Luz: centro da vida”, que aparece na reedição de “O Lustre”. Na contracapa, a foto de Clarice corresponderá à década em que cada livro foi publicado originalmente.

Para além das capas, os livros ganham renovação do conteúdo editorial com posfácios escritos por grandes especialistas da literatura Clariceana como Nádia Battella Gotlib, Clarisse Fukelman, Benjamin Moser, Aparecida Maria Nunes, Ricardo Iannace, Marina Colasanti, Eucanaã Ferraz, Teresa Montero, Arnaldo Franco Junior e próprio filho da autora, Paulo Gurgel Valente, que excepcionalmente escreverá sobre seu último livro, “A hora da estrela”. O cineasta Luiz Fernando Carvalho, que está dirigindo nova adaptação da obra de Clarice (“A Paixão Segundo G.H.”), com estreia marcada para 2020, também assina um dos textos finais.

De acordo com o editor de Clarice Lispector na Rocco, Pedro Vasquez, a opção pelo uso de posfácios ao invés de apresentações ou textos introdutórios foi proposital com a preocupação de não dirigir ou tutelar a leitura, permitindo que o leitor aprecie o livro livremente. “Ao final do volume, a partir do texto dos especialistas, é possível contemplar a obra com outros olhos, sob um novo ponto de vista. O posfácio funciona, portanto, não como um guia de leitura e sim como um instrumento de expansão das possibilidades de interpretação, que, longe de direcionar ou restringir a interpretação do texto, multiplica as possibilidades de entendimento”, explica Vasquez. “Clarice tem uma popularidade cujo público não para de se expandir, apesar dela ter falecido há quatro décadas. Sem dúvida alguma Clarice está mais atual do que nunca, encontrando mais ressonância no coração dos leitores de hoje do que naqueles do seu tempo, quando a sociedade brasileira era bem mais acanhada do que a contemporânea”, completa.

Clarice foi uma mulher à frente de seu tempo. Seu primeiro livro “Perto do Coração Selvagem” causou grande impacto no cenário literário brasileiro. Com 23 anos incompletos e cursando Direito na Universidade do Brasil (atual UFRJ), ela se distanciava da literatura da época, dominada pelo regionalismo e o realismo, apresentando um estilo singular de escrita. Seu segundo romance, “O Lustre”, publicado em 1946, é um dos menos conhecidos do grande público, mas considerado por especialistas um vislumbre do poder da narrativa de Clarice. Um livro que se passa quase que inteiramente no campo do pensamento da personagem principal e apresenta diversas camadas de interpretação. Para fechar o conjunto de livros que Clarice escreveu antes dos 30 anos, “A Cidade Sitiada” fala da transformação de uma menina em mulher e de uma comarca em metrópole, sendo considerada um ponto de mutação que anuncia a extraordinária liberdade criativa da autora presente em suas obras seguintes.

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