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Cultura em cena 09.06.2020 | 11h00

Sessão traz filmes de Márcio Moreira

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Luiz Fernando Vieira

luferna@gazetadigital.com.br

Divulgação

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As obras cinematográficas do produtor e diretor de programa jornalístico na TV Vila Real Márcio Moreira são atração desta terça-feira (9), na Temporada de Filmes Online, parceria entre o Cine Teatro Cuiabá e o Cineclube Coxiponés (UFMT). Ao todo serão transmitidas 6 realizações do cineasta que promovem uma imersão na cultura mato-grossense por meio de sua história, artes, folclore, tradições indígenas e pessoas importantes.

 

Para Márcio, é uma forma muito interessante de dar visibilidade aos filmes. “Exibir minhas produções cinematográficas durante essa temporada online, ainda mais nesse período do isolamento social, acaba sendo uma oportunidade de estreitar a relação com os espectadores, não somente mato-grossenses, mas aqueles ao redor do mundo”, diz ele. Além de entreter, é uma forma de divulgar a riqueza histórica e cultural do estado, acrescenta. “No caso do documentário de Dunga Rodrigues, acaba sendo uma grande fonte de inspiração e motivação para muita gente que se encontra desanimado diante de cenário triste ocasionado pela pandemia”, exemplifica.

 

Além do documentário sobre a grande musicista, Márcio lembra com carinho de outro filme, que marcou sua estreia. “Saringangá foi meu primeiro filme em película. Tinha um desafio de em 12 meses produzir o curtametragem. Cada etapa vencida era um sonho realizado que foi concretizado em grande exibição em telão de cinema, em pleno Pantanal, ao ar livre com um noite estrelada”, recorda, saudoso. “O povo de Mimoso, onde gravamos as cenas, foram os primeiros a assistir à película. Corri contra o tempo, e tive apoio de uma equipe técnica que possibilitou um resultado surpreendente que mostra a cultura popular do povo pantaneiro”, conta, agradecido.

 

Depois dele vieram muitos outros filmes, mesmo diante da dificuldade de dedicar-se ao audiovisual no estado, conta. “Fazer cinema ainda é desafiante em Mato Grosso. Dependemos diretamente do incentivo público e muitas vezes a cultura acaba não sendo prioridade para muitos governantes. A implantação do Polo Cinematográfico aqui no Estado é uma luta antiga, que aos poucos perdeu força, com a suspensão dos Festivais de Cinema e Vídeo em Cuiabá. É necessário retornar essas mostras, haja vista que é uma oportunidade de troca de experiências, e conhecer o que vem sendo produzido no cinema brasileiro”, sugere.

 

Os filmes

Saringangá (MT, 2001, 11’, classificação indicativa 12 anos) se passa em uma pequena comunidade mato-grossense, onde uma balzaquiana (Mara Ferraz) é seduzida pelos batuques afro-indígenas do “Boi-à-serra”.

 

Em Trindade Esquecida (MT, 2001, 14’, classificação indicativa livre), Dom Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres (Eduardo Espíndola) retorna a Vila Bela da Santíssima Trindade, dois séculos após ter governado a primeira capital de Mato Grosso.

 

Arte Aqui é Mato (MT, 2001, 14’, classificação indicativa livre) revela que a década de 1970 foi marcada pela efervescência das artes plásticas em Mato Grosso, estimulada principalmente pelo trabalho de duas grandes personalidades de notório reconhecimento no cenário das artes plásticas do país: Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. O documentário contextualiza esse movimento e apresenta artistas e personalidades que até hoje desempenham papel fundamental no campo das artes visuais no Estado.

 

Os Caretas (Márcio Moreira & Luiz Carlos Ribeiro, MT, 2001, 10’, classificação indicativa livre) é um documentário que mostra a tradição dos Caretas, das origens até a virada da década de 2000. Iniciada como uma brincadeira de uma família que gostava de pular o carnaval nas ruas de Guiratinga cobrindo o rosto apenas com sacos de papel pintados com carvão, a tradição evoluiu para um singular trabalho artesanal de produção de máscaras. Elas caracterizam até hoje uma das manifestações mais peculiares do carnaval de Mato Grosso.

 

Os Cinco Morenos (MT, 2001, 13’, classificação indicativa livre) volta até a década de 1950 para contar a história de 5 irmãos que resolveram brincar com seus instrumentos musicais nas horas de folga. Trabalhadores da lavoura e da pesca, cada qual demonstrava o seu talento especial para a música. Nascia assim o grupo musical Os Cinco Morenos.

 

O já citado Dunga Rodrigues (MT, 2001, 21’, classificação indicativa livre) é um documentário que mostra a saudosa pianista e escritora Dunga Rodrigues (1908-2006) aos 93 anos, esbanjando jovialidade e bom humor. Com uma memória de fazer inveja, ela conta histórias que marcaram sua vida, discorre sobre como a literatura a cativou na infância e também revela como, na adolescência, passou a adotar o nome Dunga.

 

Serviço
A sessão da Temporada de Filmes
Online com compartilhamento de
obras do cineasta Márcio Moreira será
às 19h30, no facebook.com/
cineteatrocuiaba (link Publicações).

 

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