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acidente em maio de 2019 30.10.2020 | 16h22

Tempo e atitude do piloto levaram à morte de Gabriel Diniz, diz relatório

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Reprodução/Instagram

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Um relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) finalizado na quinta-feira (29) e divulgado nesta sexta-feira (30), apontou que instabilidade atmosférica, formações meteorológicas e a atitude do piloto levaram à queda da aeronave que transportava o cantor Gabriel Diniz, de 28 anos, em maio de 2019, em Sergipe.

 

O relatório investigou as causas que levaram ao acidente com a aeronave PT-KLO, modelo PA-28-180, ocorrido no dia 27 de maio de 2019. Segundo o órgão, durante o voo, "sob condições meteorológicas adversas, houve desprendimento de componentes da aeronave em voo, seguindo-se da queda da aeronave."

 

No acidente, o piloto e os passageiros sofreram lesões fatais. A aeronave ficou destruída. De acordo com o relatório, a atitude de não considerar os procedimentos previstos para se manter em condições de voo levou à exposição da aeronave a um elevado risco de acidente.

 

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A presença de fenômenos meteorológicos também contribuiu para a queda da aeronave. Foram identificadas camadas de nuvens baixas e precipitações de intensidade moderada a forte, com instabilidade atmosférica. Segundo o relatório, esses fatores climáticos interferiram de forma determinantes no acidente.

 

Outro fator citado pelo Cenipa é a indisciplina do voo. "Ao ingressar em área com instabilidade atmosférica e formações meteorológicas, o piloto deixou de observar a ICA 100-12/2016 Regras do Ar, que estabelecia os mínimos de visibilidade e distância de nuvens em Condições Meteorológicas de Voo Visual (VMC)."

 

O relatório considera ainda que não houve uma avaliação adequada dos parâmetros relacionados à operação da aeronave em relação aos limites operacionais para efeito de decisão. Além disso, a aeronave não estava certificada para o tipo de voo em uma rota que se caracterizava pela presença de nuvens baixas e com precipitações fortes e moderadas.

 

Assim, o relatório concluiu que houve inadequação nos trabalhos de preparação realizados pelo piloto para aquele tipo de operação. "A decisão de manter o voo para Maceió, em condições incompatíveis com o voo visual, demonstraram fragilidades na avaliação da situação, cujos prováveis impactos na segurança do voo não foram adequadamente considerados", afirmou o órgão.

 

Além disso, o relatório concluiu ainda que "o fato de transportar um artista que possuía compromissos familiares no destino tornou-se um dado relevante para a tomada de decisão, em detrimento a relevantes aspectos relativos à manutenção da segurança da operação."

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