SALÁRIOS ATRASADOS 12.08.2019 | 09h39

viviane@gazetadigital.com.br
Viviane Saggin
Após protesto realizado na sexta-feira (9) por parte dos trabalhadores da empresa terceirizada MJB Vigilância e Segurança, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) firmou termo de compromisso com a empresa para o pagamento de R$ 670 mil, em duas parcelas, e garantiu a manutenção da vigilância patrimonial nos Câmpus de Cuiabá, Rondonópolis e Sinop.
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De acordo com a UMFT, a primeira parcela, no valor de R$ 340 mil, será repassada nesta segunda-feira (12) e destinada ao pagamento dos salários atrasados e benefícios dos colaboradores dos meses de abril e maio. Após a comprovação da empresa dos pagamentos até o dia 14 de agosto, a segunda parcela, no valor de R$ 330 mil, será repassada, no prazo de até 24 horas, e destinada ao pagamento dos salários e benefícios dos meses de junho e julho até o dia 20 de agosto.
Em comunicado enviado para a imprensa, a instituição informou que o processo de negociação envolveu o vice-reitor no exercício da reitoria, professor Evandro Soares, o pró-reitor Administrativo, Bruno Cesar Souza Moraes, o procurador-chefe da Procuradoria-Geral Federal junto à UFMT, Osvalmir Pinto Mendes, o procurador federal, Alan de Alcântara, e os representantes da MJB e da Coordenação de Segurança, vinculada à Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).
“Como prevê o termo de compromisso, a UFMT só pode pagar as faturas em atraso com a devida comprovação de pagamento de salários e de encargos dos meses de maio e junho, cujas referências são os atestes das faturas dos meses de abril e de maio. Com a negociação dos termos do acordo, a UFMT pôde fazer as quitações possíveis dentro do recurso disponível para ser liquidado”, destacou.
Em março deste ano, a UFMT já havia repassado R$ 290 mil para a manutenção do serviço de vigilância patrimonial. E, conforme o contrato assinado e a lei que rege as licitações na esfera pública, as empresas prestadoras de serviços se comprometem a manter as atividades por 90 dias mesmo sem o efetivo recebimento dos órgãos públicos.
Ainda na manhã de sexta-feira, o reitor em exercício recebeu representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Sintuf) e da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) no gabinete da reitoria. Na oportunidade, Evandro Soares esclareceu para os representantes das três entidades da comunidade acadêmicas o quadro da situação real de pagamento da empresa MBJ e discutiu as alternativas para a resolução das reivindicações dos colaboradores.
Paralisação
Durante toda a sexta-feira (9), os seguranças bloqueiam o acesso de veículos no campus de Cuiabá. A reivindicação foi pelo pagamento de salários, atrasados há três meses, e do tíquete alimentação, que não é pago há 4 meses. Outros direitos trabalhistas como FGTS e INSS também não foram pagos nesse período.
Com o fechamento das guaritas, foi impedida a entrada de veículos. Pedestres podem circular normalmente pelo câmpus. As atividades na universidade funcionou normalmente, porém, os motoristas deixaram os veículos nas ruas de acesso à UFMT.
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