Cuiabá 09.08.2019 | 07h32
Viviane Saggin
Atualizada às 8h15 - Seguranças da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) bloqueiam o acesso de veículos no campus de Cuiabá. A reivindicação é pelo pagamento de salário, que está com 3 meses em atraso, e do tíquete alimentação, que não é pago há 4 meses. Outro direitos trabalhistas como FGTS e INSS também não foram pagos nesse período.
Com medo de se identificar e sofrer represálias, os seguranças contam que estão passando necessidade sem os pagamentos. "Nós estamos com 3 meses sem receber salário e tíquete alimentação. Só isso que nós queremos. Nossos filhos não têm nada em casa. A empresa não fala nada, UFMT não fala nada", reclamou um dos vigias.
Outro funcionário da empresa terceirizada afirmou que a situação é precária. “São 3 meses de salário e 4 de tíquete alimentação. FGTS e INSS não foram depositados. Pedi para ser mandado embora e ouvi um convite para pedir contas. Já estou lascado, com nome sujo na praça e empresa pede para eu pedir contas”.
Sem nem mesmo previsão de quando receberão os salários e benefícios atrasados, a perspectiva para o Dia dos Pais, comemorado no domingo (11) não é boa. “Dia dos pais vou passar sem nada, faltando as coisas. Tenho dois filhos, estamos na correria, fazendo outras coisas. Vou passar dia dos pais só com a família, quase sem nada em casa”, contou um dos seguranças.
Atualizada às 8h17 - Os seguranças da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) fecharam as guaritas do campus em protesto pelos salários atrasados na manhã desta sexta-feira (9). Eles são contratados por uma empresa que presta serviços para a UFMT e estão sem receber os pagamentos há mais de 3 meses.
Com o fechamento das guaritas, foi impedida a entrada de veículos. Pedestres podem circular normalmente pelo campus. A manifestação começou por volta das 6 horas e a previsão é que os manifestantes fiquem no local o dia todo. A universidade funciona normalmente, porém, os motoristas deixaram os veículos nas ruas de acesso à UFMT.
Outro lado
A UFMT informou que vai se posicionar por meio de nota, porém, ainda não enviou o texto. A reportagem tentou entrar em contato com a empresa, mas a pessoa responsável não pode atender às ligações.
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