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07.11.2025 | 12h35

A cirurgia robótica e o avanço no tratamento do câncer de próstata

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Newton Tafuri

Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal

O mês de novembro é marcado pela campanha Novembro Azul, um movimento mundial de conscientização sobre a saúde do homem e, especialmente, sobre a prevenção e o tratamento do câncer de próstata — o segundo tipo mais comum entre os homens brasileiros. A data é um convite para quebrar tabus, incentivar o diagnóstico precoce e apresentar os avanços que a medicina tem alcançado no cuidado com a saúde masculina. Entre essas inovações, destaca-se a cirurgia robótica, uma revolução que vem transformando o tratamento oncológico com mais precisão, segurança e qualidade de vida.

 

O que é a cirurgia robótica?

A cirurgia robótica é uma evolução da laparoscopia, realizada com o auxílio de um sistema computadorizado de alta precisão, controlado integralmente pelo cirurgião.

 

Na prática, o médico opera sentado em um console, de onde comanda os braços robóticos que realizam os movimentos dentro do corpo do paciente.

 

Esses braços reproduzem os gestos do cirurgião em escala micrométrica, eliminando tremores naturais e ampliando a precisão dos cortes.

 

O sistema também conta com câmeras de alta definição e visão tridimensional ampliada, o que permite ao médico visualizar estruturas delicadas — como nervos e vasos — com muito mais clareza.

 

Tudo isso resulta em menor trauma cirúrgico, menos dor, menos perda de sangue e recuperação mais rápida.

A cirurgia robótica no tratamento do câncer de próstata

 

O câncer de próstata, quando identificado em estágios iniciais, têm altas taxas de cura.

 

Em muitos casos, a principal forma de tratamento é a prostatectomia radical — a retirada completa da próstata.

Tradicionalmente, essa cirurgia era feita por via aberta ou laparoscópica, mas a tecnologia robótica trouxe ganhos significativos em precisão e preservação funcional.

 

Durante a prostatectomia robótica, o cirurgião consegue preservar melhor os nervos responsáveis pela ereção e pela continência urinária, oferecendo ao paciente uma recuperação mais rápida e com menor risco de sequelas.

 

Além disso, o tempo de internação costuma ser reduzido, e o retorno às atividades cotidianas acontece mais cedo.

A técnica é considerada, hoje, o padrão ouro em centros de referência no mundo para o tratamento cirúrgico do câncer de próstata.

 

Tecnologia com sensibilidade humana

Apesar do nome, a cirurgia robótica não é realizada por um robô de forma autônoma — o controle total é sempre do médico cirurgião.

 

O robô é, na verdade, uma extensão da mão humana, que potencializa a destreza e a visão do profissional, tornando o procedimento mais seguro.

 

Ou seja, a tecnologia amplia as capacidades humanas sem substituir o olhar clínico, o raciocínio e a experiência do especialista.

 

Diagnóstico precoce ainda é o maior aliado

Mesmo com todos os avanços tecnológicos, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo fundamentais.

O câncer de próstata é uma doença silenciosa, que na maioria das vezes não apresenta sintomas em estágios iniciais.

Por isso, homens a partir dos 50 anos (ou 45), em caso de histórico familiar) devem realizar avaliações periódicas com o urologista, incluindo o exame de PSA e o toque retal.

 

O exame salva vidas — e quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura e de tratamentos menos invasivos.

 

Um compromisso com o futuro da saúde masculina

Neste Novembro Azul, mais do que falar sobre o câncer de próstata, é hora de reforçar a importância do autocuidado, da prevenção e do acesso às novas tecnologias.

 

A cirurgia robótica é um símbolo dessa nova era: a medicina de precisão, que alia tecnologia, empatia e compromisso com a qualidade de vida do paciente.

 

Porque cuidar da saúde é o gesto mais corajoso que um homem pode ter.

 

E informação é o primeiro passo para vencer o medo — e o câncer.

 

Newton Tafuri é urologista e diretor da Sociedade Brasileira de Urologia em Mato Grosso (SBU-MT).

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