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10.02.2023 | 09h56

Endoscopia ginecológica

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Acir Novaczyk

Divulgação

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O termo endoscopia é muito utilizado por leigos e até por profissionais da área da saúde como sinônimo de exame do trato gastrointestinal superior, o qual permite a visualização interna de órgãos como o estômago e o esôfago.

 

No entanto, a endoscopia é um procedimento utilizado em medicina, que usa um pequeno aparelho com lentes de aumento para examinar o interior de um órgão oco ou cavidade corporal na qual a visão humana direta não é possível.

 

Existem variações desse tipo de procedimento, como é o caso da endoscopia ginecológica, que permite a visualização do interior do abdome ou dos órgãos genitais, e assim auxilia no diagnóstico e tratamento de inúmeras doenças ginecológicas.

A Endoscopia Ginecológica é uma subespecialidade da Ginecologia que abrange a laparoscopia e a histeroscopia. O ginecologista além de ter o conhecimento teórico e prático obtido em cursos, congressos e pós-graduações precisa realizar uma prova de obtenção de título e assim ser certificado pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Associação Médica Brasileira (AMB).

 

Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, a endoscopia ginecológica pode apresentar diversas vantagens para a paciente como menores riscos e recuperação mais rápida quando comparada a cirurgia convencional, possuindo inúmeras aplicações como por exemplo:

 

- Investigação de infertilidade - Utilizada tanto em casos em que é possível identificar a causa como miomas, malformações uterinas, endometriose, dentre outros ou aquelas em que não é possível esclarecer um diagnóstico com exames de laboratório ou imagens.

 

- Endometriose - A endometriose pode ser diagnosticada através da laparoscopia durante a investigação de causas da esterilidade, dor pélvica, dores na relação sexual, dor para urinar ou evacuar durante o período menstrual. Além disso, permite a quantificação (estadiamento) e localização precisa das lesões já identificadas previamente em exames de imagem e no mesmo momento aproveitar e já tratar todas as lesões com cirurgia minimamente invasiva.

 

- Miomas - A endoscopia ginecológica pode ser utilizada para tratamento de miomas uterinos, tanto por laparoscopia quanto por histeroscopia tratando miomas que causam distorções uterinas ou sintomas como dores e sangramento. Utilizando essas técnicas para retirada dos miomas, há menor alteração da anatomia uterina, e as cicatrizes são pequenas ou até inexistentes o que não prejudica muito menos o desenvolvimento de uma gravidez futura.

 

Alguns benefícios

A endoscopia ginecológica é a técnica escolhida por muitos médicos, sendo também a técnica mais realizada para tratamento de diversas doenças em países mais desenvolvidos e hospitais de referência no Brasil e no mundo, pois proporciona diversos benefícios para a paciente, como:

 

- Maior precisão no diagnóstico - Uma das vantagens da endoscopia ginecológica é a maior precisão para o diagnóstico, sendo possível visualizar o órgão e todas as disfunções anatômicas, uma vez que o método utiliza micro câmeras de alta resolução com alto poder de ampliação e com a visualização de detalhes que o olho humano não conseguiria perceber. No entanto, para que esse diagnóstico se torne mais preciso também é necessária uma maior experiência e especialização do médico.

 

- Tamanho da incisão é menor - O tamanho da incisão é pequeno quando comparado com outros procedimentos de tratamento, e por isso as cicatrizes deixadas após a endoscopia ginecológica são menores, menos dolorosas e menos perceptíveis, o que melhora além da dor, também o aspecto estético do local da cirurgia.

 

- Procedimento minimamente invasivo - Por ser um procedimento minimamente invasivo, além de oferecer menor risco para a paciente em comparação a cirurgia convencional, causa menos danos aos órgãos pélvicos e menos aderências, favorecendo muito as mulheres que estão em idade fértil e ainda pensam em ter filhos.

 

- Pode ser realizado em qualquer faixa etária - Esse procedimento pode ser utilizado em pacientes de todas as faixas etárias, desde crianças até pessoas muito idosas. Raras são as exceções que o método não pode ser utilizado.

 

- Recuperação mais rápida e mais segura após o procedimento - Na laparoscopia as incisões abdominais são muito pequenas e na histeroscopia nem mesmo incisões são realizadas, o que permite também que a mulher tenha uma recuperação mais rápida, retorne mais cedo ao trabalho e atividades físicas, além de reduzir o risco de infecções no processo de recuperação após a cirurgia.

 

Acir Novaczyk é médico, cirurgião geral, formado pela Universidade Federal de Santa Maria, Ginecologista e Obstetra, Mastologista, Oncologista Pélvico e hoje tem dedicação exclusiva à Endoscopia Oncológica, com foco em Laparoscopia e Histeroscopia na Clínica Femina e Instituto Eladium

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