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21.07.2017 | 00h00

Não se esqueçam da Aids

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Um novo alerta da Organização Mundial de Saúde reforça a certeza de que a sociedade não pode "esquecer" da Aids. Ontem, um novo estudo feito em países da África, Ásia e America Latina chama a atenção para o surgimento de vírus resistentes a medicamentos em alguns tipos da doença. Apesar de não considerar alarmante a notícia, a OMS busca abrir os olhos da comunidade científica e da população em geral para que não baixem a guarda quanto ao HIV. Não é alarmante porque a lista de medicamentos envolvida no tratamento de soropositivos é extensa, portanto a resistência a cepas de vírus pode ser resolvida com outras substâncias. Mas até então não se tinha conhecimento que o HIV pudesse driblar os efeitos do tratamento e torná-lo inócuo. Se começou a ocorrer agora com alguns tipos, porque não pensar que a resistência pode evoluir e se tornar um grande problema? Além deste fator, o argumento que justifica a necessidade de manter a Aids como pauta constante na sociedade é o avanço de novos casos. Ao contrário do que muita gente imagina, as novas detecções não estagnaram ou muito menos retraíram no Brasil. Pelo contrário, aumentaram 3% desde 2010. Ou seja, mesmo não sendo novidade alguma que a doença continua perigosa e mortal, após massivas campanhas sobre o sexo seguro e o uso de agulhas injetáveis, os comportamentos de risco continuam. Em todas as idades e classes sociais. Os mais jovens, aliás, tendem a deixar de lado as preocupações com o uso de preservativo e a promiscuidade, uma vez que não enxergam o perigo de perto. A juventude da década de 1980 recebeu o "choque" com a descoberta da implacável doença. Muita gente se contaminou e morreu em pouco tempo, houve uma agonia generalizada, o medo tomou conta do mundo. Na década de 1990, surgiram os tratamentos mais elaborados, mas o fantasma da Aids permanecia presente, talvez ainda mais assustador, o que fez criar, ao menos em parte, uma geração mais consciente sobre os riscos que corriam. Mas com o passar dos anos, a evolução da Medicina permitiu que o soropositivo conseguisse tocar sua vida normalmente, com limitações óbvias. As mortes em decorrência da Aids caíram pela metade no mundo todo desde 2005. No ano passado, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), 1 milhão de pessoas morreram, contra 1,9 milhão há 12 anos. Os jovens da geração 2000 receberam as orientações necessárias, mas compreendem o significado da Aids de forma diversa da de seus pais. Dificilmente viram alguém próximo adoecer e morrer, algo que era comum há 20 ou 30 anos. E muitos passaram a se arriscar mais em aventuras sexuais, dispensando o uso da camisinha e revezando de parceiros. Não sentem na pele o perigo. Por isso é necessário que os governos mantenham seus esforços voltados para a educação, para as campanhas junto a escolas, faculdades.

Houve algumas experiências no país no sentido de facilitar o acesso de alunos a preservativos, nas unidades escolares, mas a ideia foi duramente criticada por pais que entenderam a iniciativa como um estímulo à sexualidade precoce. É o hábito de enxergar a questão com uma visão míope. Mais de 3 décadas após surgir e aterrorizar, a Aids continua presente e avança onde a informação ainda é escassa.

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