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Cuiabá, Quinta-feira 22/01/2026

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22.01.2026 | 13h53

O eco do que somos

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Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro

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Considera, por um momento, que o ser humano seja só humano e que a sua relação com a vida seja só humana. Então, talvez poderíamos dizer que o amor só poderá ser “trocado” por amor, a honra pela honra; o respeito pelo respeito, a confiança pela confiança…Entenda, não se trata de uma troca utilitária, mas de uma espécie de eco.

 

Se almeja ser artista, terá de ultrapassar o visível. Caso desejasse ser um líder e influenciar as pessoas, você teria que ter o brilho dos olhos e do coração, alguma coisa que desse esperança e estimulasse as gentes. E, se estiver numa função relevante para a sociedade, precisará ser, de fato, a lenha da fogueira.

 

Essa suposição não é trivial. Ela revela uma esperança de que a gente ainda seja capaz de viver segundo a nossa própria essência. Existir de modo verdadeiro no mundo.

 

Ocorre, infelizmente, que muitos podem comprar a bravura dos bravos, mesmo sendo covardes. Shakespeare disso falou em Timon de Atenas: “Que é isso? Ouro? Ouro amarelo, brilhante, precioso?(…) Um pouco disso tornaria, o feio, belo; o injusto, justo; o vil, nobre; o covarde, valente(…)”.

 

O dinheiro tem o poder de confundir as coisas humanas. Aquilo que posso ter com o dinheiro sou eu mesmo, sente – iludido – o possuidor. Mire e veja, amigo leitor, não é a minha individualidade que determina quem eu sou e o que possa fazer, é o dinheiro que o faz.

 

Leitor, se você ama sem encontrar eco, se você não consegue por si mesmo ser uma pessoa amável e pensa que o dinheiro fará isso por você, o futuro trará uma imagem trágica: o amor que não produz amor. Não como culpa do outro, mas como sinal de uma impotência existencial. Amar, sem tornar-se amável é como falar uma língua que ninguém escuta.

 

Ninguém pode despertar nos outros aquilo que não vive em si. Quem deseja compreender a arte precisa educar o olhar; quem quer influenciar precisa aquecer a existência do outro com presença real. A influência verdadeira não se impõe; ela irradia.

 

Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso.

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