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11.06.2006 | 03h00

Enxaqueca, aquela dor insuportável

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Sentir dor de cabeça já não é legal. Imagina então ter uma bem forte e que pode durar por até uma semana? Para muitos, isso seria um pesadelo impossível de acontecer. Já outros, sabem da existência e convivem com essa dor desagradável por um bom tempo. É a famosa (e terrível) enxaqueca, conhecida também como migrânea! O neurocirurgião Jony Soares Ramos afirma que a origem da palavra migrânea vem do termo hemicrania, que significa cefaléia (dor de cabeça) que dói metade da cabeça.

De acordo com o médico, um paciente com enxaqueca apresenta o seguinte quadro clínico: dor de cabeça pulsátil (latejante), com forte intensidade, manifestada em episódios recorrentes, associada a fotofobia (a dor piora na claridade) e a fonofobia (a dor piora no barulho). Além disso, o médico relata que a enxaqueca pode durar de um dia a uma semana e as crises de dores são precedidas por uma fase conhecida como aura ou prodômica. Nessa fase, a maioria dos pacientes apresenta sintomas inespecíficos como, sensação de mal estar, dores abdominais, náuseas, tonturas, sonolência, além de pressão e calor na cabeça.

"Esses sintomas, que antecedem a dor de cabeça, são importantes porque avisam que a crise vai chegar. Sendo assim, é um momento estratégico no que diz respeito ao tratamento", diz o médico.

Para reconhecer a enxaqueca, que possui uma ocorrência maior entre as mulheres, é fundamental estar atento aos sintomas característicos desse tipo de dor de cabeça.

"É bom frisar que o paciente deve procurar o médico quando apresentar qualquer tipo de dor de cabeça. Porque, por meio de exames complementares, o profissional irá descartar outras doenças estruturais do sistema nervoso, como tumores e doenças vasculares. Esse diagnóstico é eminentemente clínico. Não existem exames específicos e o médico baseia no quadro clínico da pessoa. Alguns exames complementares podem ser feitos, mas isso com o objetivo de descartar as outras doenças".

O médico conta que não há uma prevenção primária para a enxaqueca, embora haja medidas que ajudam na prevenção das crises de dores presentes nos pacientes que apresentam esse tipo de cefaléia.

"É por esta razão que o médico orienta e relembra a importância de ficar atento aos sintomas que antecedem a crise. Este é o melhor momento para abortar a dor. A eficácia dos medicamentos, utilizados no tratamento, é maior no período que antecede a crise do que durante a sua manifestação. O paciente que apresenta enxaqueca deve seguir uma dieta que procure eliminar queijos, conservantes e alimentos que contenham muita cafeína, como chocolates, coca cola e chá preto. Também é recomendado que a pessoa tenha uma boa noite de sono. É muito frequente a presença de enxaqueca em pessoas que dormem pouco. Mas se mesmo assim, a crise vir, o paciente deve evitar ficar em locais claros e com muito barulho", explica.

O tratamento de enxaqueca envolve três ações básicas. A primeira é o tratamento das crises, que envolve a utilização de medicamentos. Os mais comuns são os específicos para a enxaqueca e os anti-inflamatórios não hormonais. O segundo método, profilaxia, envolve a utilização de medicamentos como anti-depressivos. E por fim, o tratamento que inclui medidas dietéticas e de hábitos de vida.

"Nesse tratamento há muitas controvérsias e polêmicas. Alguns profissionais dizem que a cafeína deve ser retirada da dieta. O que se pode afirmar, sem dúvida, é que os alimentos livres de conservantes, e em alguns casos a abstinência da cafeína e um bom tempo de sono diário, podem ser prescritos nessa fase".

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