14.11.2012 | 16h53
Chico Ferreira![]() Adriene Edith Weber denuncia que foi humilhada no Sarah Kubitschek Brasília |
Moradora de Cuiabá onde realizou uma cirurgia em abril deste ano para implantação de uma placa de titânio com 6 pinos para corrigir lesões na coluna ocasionadas por uma queda, a aposentada Adriene Edith Weber, 72, procurou o Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, em outubro com intuito de realizar uma consulta e receber algumas orientações, mas afirma que foi maltratada e humilhada, por segundo ela, ser moradora de Mato Grosso.
Indignada com o “péssimo atendimento” que afirma ter recebido, ela questiona o fato de um hospital especializado em assistência médica e reabilitação subsidiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não aceitar atender pacientes que iniciaram o tratamento em outras unidades.
A aposentada também afirma que o hospital não respeita os idosos e nem cumpre o Estatuto do Idoso que garante diversos direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, entre eles garantia de acesso à rede de serviços de saúde e de assistência social e atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população. “Eles recebem verba do SUS, dinheiro que todos nós ajudamos a pagar, fazem propagandas na televisão e campanhas nacionais afirmando que são referência em atendimento e tratamento de reabilitação, mas não respeitam os direitos dos idosos. Sou paciente do Sarah há 15 anos e não esperava ser tão humilhada em busca de uma simples consulta e orientações”, desabafa Adriene Weber.
Ainda conforme a aposentada que é austro-húngara naturalizada brasileira e moradora de Mato Grosso há 42 anos onde trabalhou por vários anos como guia de turismo no Pantanal e intérprete, pois fala 3 idiomas, o “mal atendimento recebido” no hospital a deixou desmotivada e depressiva. Reclama que ficou 12 dias em Brasília e gastou 4 salários com locomoção e custos da viagem e mesmo assim não foi atendida. Uma amiga que a hospedou em sua casa na capital federal chegou a enviar uma carta ao presidente do Centro Sarah de Reabilitação, Aloísio Paz explicando a situação da aposentada.
Na carta foi solicitado que uma equipe analisasse os exames e indicasse a ela onde conseguir profissionais especializados para o tratamento de hidroterapia e a confecção de um colete ortopédico para coluna adequado para a paciente. “Recebi apenas uma ligação informando que o hospital tem como política não atender qualquer caso ou cirurgia realizado fora do Sarah”, afirma Adriene. Ela relata explica que a cirurgia foi realizada em um hospital particular de Cuiabá e custeada por um plano de saúde. “Tudo transcorreu bem e estou andando normalmente. Não queria que eles realizassem outra cirurgia e nem corrigissem qualquer tipo de erro médico. Só fui até lá para realizar uma consulta e obter orientações de profissionais para continuar meu tratamento”, enfatiza.
Outro lado: Por meio da assessoria de imprensa o Hospital Sara Kubitschek de Brasília, explicou que a instituição atende milhares de pacientes e para isso é necessário um agendamento prévio. O paciente precisa ligar e agendar uma data para a consulta e para o retorno. Garantiu que todas as pessoas recebem o mesmo tratamento, independente de ser a primeira vez que procura o hospital ou ser paciente da unidade há 15 anos. Negou qualquer tipo de desrespeito ou discriminação a pacientes e afirmou que respeita o Estatuto dos Idosos e da Criança e Adolescente, tanto que pessoas com esse perfil têm atendimento diferenciado e priorizado.
Sobre o caso da aposentada, a assessoria informou que se ela tivesse ligado e agendado uma data para a consulta não teria passado por uma situação desagradável. O hospital explicou que entende que a dor e o problema de cada paciente é prioridade para ele que procura uma solução o mais rápido possível, mas a instituição precisa atender toda a demanda e tratar todos com respeito e da mesma forma e por isso trabalha com agendamento.
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