Buraco do Tatu 28.02.2022 | 09h32
Reprodução/Rede Social
Um grupo de foliões fantasiados e sem máscara de proteção facial desafiou a ordem de não aglomerar e ocupou o Buraco do Tatu, na área central de Brasília, em forma de "protesto" contra a proibição da festa no DF. O evento começou às 16h e terminou por volta das 20h deste domingo (27).
Os foliões se concentraram na 706 Norte e seguiram em bloco até a 106 Norte. Segundo a Polícia Militar, mesmo com o desrespeito aos decretos do Executivo local, não houve abordagens ou prisões.
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Em janeiro, o governador assinou um decreto de suspensão de festas e eventos de carnaval, públicos ou privados. O objetivo era evitar as aglomerações típicas desses eventos, que podem favorecer a contaminação pelo coronavírus.
Na última quinta-feira (24), o diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Fabiano dos Anjos, afirmou que a pasta temia que o Carnaval levasse a uma alta nas taxas de contaminação da população por Covid-19. Ele e o secretário Manoel Pafiadache destacaram que o número de contaminados começa a cair, mas que o comportamento durante a data comemorativa seria decisivo para o cenário a seguir.
Diante da probabilidade de aumento nos casos, Ibaneis prometeu endurecer a fiscalização de festas clandestinas. Ele afirmou que os órgãos de controle estariam nas ruas e descartou qualquer tipo de flexibilização dos protocolos sanitários contra a Covid-19 no feriado prolongado.
O MP (Ministério Público) e órgãos do governo do Distrito Federal interditaram 17 estabelecimentos por promoverem festas e aglomerações desde o início das operações de carnaval. Segundo o MP, foram inspecionadas cerca de 150 localidades, entre bares e espaços para festividades.
O órgão informou que 11 autuações foram aplicadas por irregularidades, descumprimento do protocolo sanitário, poluição sonora e uso irregular de área pública. Quem for pego cometendo alguma dessas infrações poderá pagar multas de R$ 4.000 a R$ 20 mil.
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