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PERIGO NO TRÂNSITO 19.05.2026 | 08h46

Imprudência causa até 75% dos acidentes ferroviários no Brasil, apontou pesquisa

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A imprudência de motoristas e pedestres continua sendo a principal causa dos acidentes ferroviários no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), cerca de 75% das ocorrências registradas nas linhas férreas do país acontecem por falhas humanas, como desrespeito à sinalização e tentativas de atravessar os trilhos com a aproximação do trem.

 

Embora o número de mortes tenha apresentado queda de 12% em relação ao ano anterior, os acidentes continuam deixando vítimas. Em 2025, o Brasil já contabilizou 96 feridos em ocorrências ferroviárias aumento de aproximadamente 13% em comparação com o mesmo período anterior.

 

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os dados mostram que o problema permanece frequente. Um levantamento do Centro de Controle de Passagens em Nível da VLI aponta que, entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 20.644 casos de evasão em cruzamentos ferroviários da Grande BH. Na prática, isso representa uma média superior a sete flagrantes de imprudência por hora.

 

As evasões acontecem quando motoristas, motociclistas, ciclistas ou pedestres atravessam a linha férrea mesmo após o acionamento das cancelas, sinais luminosos e alertas sonoros.

 

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Além do risco de acidentes fatais, o comportamento também gera prejuízos materiais. Somente nos quatro primeiros meses do ano, 34 cancelas foram danificadas e precisaram ser substituídas na região.

 

Betim concentra maior número de casos
Entre os municípios da Região Metropolitana, Betim lidera o ranking de imprudência, com 16.911 registros de evasão. Em seguida aparecem Prudente de Morais, com 1.881 ocorrências, e Santa Luzia, com 1.464.

 

Para a especialista em trânsito Muriel Dutra, os números mostram que muitos condutores continuam ignorando uma sinalização considerada adequada e visível.

 

“São passagens de nível extremamente bem sinalizadas justamente para preservar vidas. Mas muitas pessoas tentam ganhar segundos e acabam assumindo um risco enorme”, afirma.

 

Riscos
Segundo a especialista, um dos principais equívocos cometidos pela população é acreditar que o trem consegue parar imediatamente ao perceber um obstáculo nos trilhos. Por causa do peso e do tamanho das composições, a frenagem exige uma longa distância.

 

“O trem de carga não para de imediato. Existe um tempo de resposta até a composição ser completamente imobilizada. Em caso de colisão, veículos e pessoas podem ser arrastados por vários metros”, explica Muriel.

 

Outro fator apontado como agravante é o uso de celulares e fones de ouvido durante travessias ferroviárias. Segundo Muriel Dutra, muitas pessoas deixam de perceber os sinais sonoros das locomotivas por estarem distraídas ou isoladas acusticamente.

 

“Fone de ouvido no trânsito representa risco de vida. Muitas vezes a pessoa não escuta nem a buzina ou a sirene do trem”, alerta.

 

Orientações para evitar acidentes
Durante o Maio Amarelo, campanha nacional de conscientização no trânsito, a VLI intensificou ações educativas em passagens ferroviárias, com mais de 70 blitzs de orientação.

 

As principais recomendações são:

 

parar, olhar e escutar antes de atravessar os trilhos;


respeitar sinais luminosos e sonoros;


manter distância mínima de 15 metros da linha férrea;


nunca atravessar entre vagões;


evitar uso de celular e fones de ouvido durante a travessia.


“A conscientização ainda é a principal ferramenta para evitar tragédias. A sinalização existe para proteger vidas”, reforça Muriel Dutra.

 

 

 

 

 

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