Terras raras 18.05.2026 | 16h27
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o controle público das terras raras e dos minerais críticos no âmbito de parcerias internacionais, reforçando não ter “preferência” por nenhuma nação.
Durante evento em São Paulo nesta segunda-feira (18), ele disse esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixe de brigar sobre o tema com o presidente chinês, Xi Jinping, e busque fechar acordos com o Brasil.
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“A gente vai ter que contar com a ciência, inteligência e conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faz com que o Trump deixe de brigar com Xi Jinping e venha se associar a nós, para que a gente possa explorar aqui”, completou.
O petista destacou a necessidade de investimentos nas reservas para viabilizar acordos com outros países sem entregá-las ao capital estrangeiro.
“Nós não temos veto a ninguém. Nós não temos preferência por ninguém. Aqui pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos, as terras críticas são nossas. A gente quer explorar aqui dentro”, disse Lula.
Lula fez os comentários durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas (SP).
Os minerais raros são usados para a fabricação de diversos produtos de alta tecnologia, como celulares, computadores, turbinas eólicas, equipamentos médicos e até mesmo mísseis e caças.
O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do planeta, com 23% do total global. O país fica atrás somente da China, que possui 49% das reservas mundiais. Protagonistas no setor, os chineses chegaram a concentrar 95% do mercado em 2010.
Neste contexto, o governo americano tenta diversificar as fontes de fornecimento desses minerais, uma tarefa considerada complexa devido ao forte monopólio chinês na área.
Embora o Brasil busque se desenvolver no setor, sua participação atual no mercado é de apenas 1%, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Diante disso, pesquisadores apontam que o país precisa ampliar os investimentos em ciência e tecnologia para destravar esse potencial.
Partículas Sirius
Nesta segunda, Lula participou da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, batizado com o nome da estrela mais brilhante do céu noturno.
Segundo o CNPEM, as novas estruturas têm o objetivo de aumentar a capacidade de pesquisa em áreas estratégicas, como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.
O acelerador de partículas Sirius funciona como um “supermicroscópio”. Diferentemente de uma câmera comum, a máquina é capaz de analisar estruturas em escala atômica.
Na ocasião, também foi lançada a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. “A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde, como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos”, informou o governo.
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