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causa da morte não divulgada 17.04.2026 | 16h25

Morre Oscar Schmidt aos 68 anos, maior ídolo do basquete masculino do Brasil

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ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete masculino no Brasil, morreu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa ao R7. A causa da morte não foi divulgada. Mais cedo, ele chegou a ser atendido no Hospital e Maternidade Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal.

 

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

 

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Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

 

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.


A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

 

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.


Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.

 

Schmidt foi um dos maiores jogadores de basquete do Brasil e do mundo de todos os tempos. Ele estava aposentado das quadras há mais de 20 anos.

 

Oscar Schmidt deixou um legado para a história do esporte mundial. Ele construiu uma longa carreira por 29 anos, desde que iniciou no juvenil do Palmeiras, aos 14 anos.

 

A maior delas foi a vitória sobre os Estados Unidos, na casa do até então imbatível adversário, em Indianápolis, em 1987, quando ele foi o destaque naquele jogo que deu o título pan-americano à seleção brasileira.

 

Conhecido como “Mão Santa” devido à precisão nos arremessos e à capacidade de pontuação, o brasileiro se tornou o maior cestinha da história do basquete.

 

Incluído no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquetebol), Oscar jogou cinco Olimpíadas (1980, 84, 88, 92 e 96), tendo sido recordista em participações no basquete masculino, ao lado do porto-riquenho Teófilo Cruz e do australiano Andrew Gaze.

 

Oscar foi também o jogador com mais pontos na história do basquete, com 49.737 pontos, dos quais 42.042 foram pelos clubes em que atuou e 7.695, pela seleção brasileira, a equipe na qual ele mais gostava e tinha orgulho de jogar.

 

Aos 55 anos, Oscar teve o diagnóstico de um tumor no cérebro e enfrentou duas cirurgias na cabeça, com a primeira durando 8 horas, além de radioterapia e quimioterapia. Após 11 anos de tratamento, ele anunciou que estava curado da doença. Em 2022, o ex-atleta afirmou que não “desistiu” do tratamento, mas sim recebeu alta após o médico considerar que ele venceu a batalha contra o câncer.

 

Após o fim da carreira, ele atuou como empresário e palestrante. Filho de militar, Oscar costumava dizer que as coisas fundamentais de sua vida eram a família, a religião e o país. Para o cestinha, foram os seus três pontos mais importantes.

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