envelhecimento da população 16.05.2025 | 15h52
Marcello Casal/Agência Brasil/Arquivo
O Brasil registrou, em 2023, menos nascimentos e menos mortes em comparação aos anos anteriores.
Os dados, divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam uma continuidade de tendências demográficas já observadas na última década: famílias menores, maternidade tardia e envelhecimento da população.
Segundo o levantamento dos Registros Civis, foram registrados 2.598.289 nascimentos em 2023, dos quais 2.523.267 ocorreram efetivamente no ano.
O número representa uma queda de 0,7% em relação a 2022 e de 12% quando comparado à média anual do período pré-pandemia (2015–2019). Desde 2015, o Brasil perdeu quase 430 mil nascimentos por ano — uma redução que afeta diretamente a renovação da população.
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Já os óbitos também recuaram. Em 2023, foram registradas 1.450.421 mortes, sendo que 1.429.575 ocorreram efetivamente no ano. Isso representa uma queda de 5% em relação a 2022, na maioria explicada pela dissipação dos efeitos diretos da pandemia de Covid-19.
Em 2021, por exemplo, o país havia atingido um pico histórico de mortes.
Mães mais velhas, menos filhos
Um dos fatores por trás da queda nos nascimentos é o adiamento da maternidade. Em 2023, 39% dos bebês nasceram de mães com 30 anos ou mais, e houve uma queda acentuada na proporção de nascimentos entre mulheres com até 29 anos.
Regiões como o Distrito Federal (49,4%) e o Rio Grande do Sul (44,3%) lideram em nascimentos entre mulheres acima dos 30.
O Brasil também assiste a uma mudança regional no comportamento reprodutivo. O Centro-Oeste foi a única grande região a registrar aumento no número de nascimentos desde 2015 (+1,1%), enquanto Sudeste, Sul, Norte e Nordeste apresentam retrações.
Estados como Tocantins (+3,4%) e Goiás (+2,8%) tiveram crescimento no número de registros em 2023, contrastando com Rondônia, que teve a maior queda (-3,7%).
Menos mortes após o pico da pandemia
A queda nos óbitos em 2023 consolida a reversão do pico vivido em 2021, auge da pandemia de Covid-19.
A maioria das mortes (71%) ocorreu entre pessoas com 60 anos ou mais, e a faixa etária com maior recuo proporcional foi a de 80 anos ou mais, com queda de 7,9%.
Apesar disso, persistem desigualdades significativas. Óbitos por causas não naturais — como homicídios, acidentes e suicídios — seguem afetando desproporcionalmente os homens, sobretudo os mais jovens.
Na faixa de 15 a 19 anos, morrem 872 homens por causas externas para cada 100 mulheres, segundo o IBGE.
A conjunção de menos nascimentos e menos mortes reflete uma transição demográfica avançada.
Com o envelhecimento da população e a queda na taxa de fecundidade, o país pode enfrentar desafios futuros relacionados à força de trabalho, previdência e políticas de cuidado com idosos.
Segundo especialistas, os dados reforçam a necessidade de o Brasil investir em políticas públicas que respondam às novas configurações familiares e etárias.
“As estatísticas derivadas dessas informações constituem um importante instrumento de acompanhamento da evolução populacional no País, proporcionando, além de estudos demográficos, subsídios para a implementação e avaliação de políticas públicas.”
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