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preconceito 10.08.2020 | 14h16

Policiais gravados agredindo jovem em shopping prestam depoimento no RJ

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Reprodução/Record TV Rio

Reprodução/Record TV Rio

Os homens que agrediram o jovem Matheus Fernandes, de 18 anos, em um shopping na Ilha do Governador, zona norte do Rio, vão prestar depoimento nesta segunda-feira (10) na 37ª DP (Ilha do Governador).

 

Em entrevista a Record TV Rio, o delegado do caso, Marcos Henrique Oliveira, afirmou que a polícia busca saber o que levou os militares a agirem de forma violenta no momento da abordagem.

 

Marcos ainda ressaltou que os policiais devem uma explicação a polícia e que a princípio ocorreu um erro na hora da identificação do jovem.

 

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“O que indica é que o que houve ali foi um erro de avaliação. Eles avaliaram o menino de forma errada, abordaram de forma inadequada e serão responsabilizados criminalmente por isso.”

 

Ainda segundo o delegado, o shopping não colaborou com a polícia, se isentou e não indicaram que os polícias trabalhavam no local. Já a Renner disponibilizou todas as imagens e colaboraram desde o inicio com as investigações.

 

Em nota, o programa Segurança Presente anunciou o afastamento do segurança e ressaltou que não tolera esse tipo de abordagem.

 

O Ilha Plaza Shopping afirmou que combate atitudes discrimitatórias de qualquer tema e manifestou repúdio ao caso ocorrido. Ressaltou ainda que afastou a empresa de consultoria de segurança contratada.

 

O caso

O jovem Matheus Fernandes foi abordado de forma violenta dentro de uma loja quando aguardava para fazer a troca de um relógio comprado para o Dia dos Pais.

 

Sem explicações, ele foi conduzido pelos dois agressores até a escada de emergência do shopping, onde foi imobilizado e até ameaçado com uma arma.

 

De acordo com a vítima, os suspeitos não deram chance de explicar que o relógio não era roubado e que a nota fiscal estava no bolso.

 

Os agressores são policias, sendo um soldado do Batalhão de Choque e o outro é sargento do programa Segurança Presente. Ambos trabalham em uma empresa terceirizada contratada pelo Ilha Plaza para fazer a segurança do local.

 

Inicialmente eles serão indiciados pelo crime de racismo (pena de 1 a 3 anos) e de abuso de autoridade (pena de 6 meses a 2 anos).

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