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DEU EM A GAZETA 06.01.2026 | 06h49

A cada mês, uma pessoa LGBTQIA+ perde a vida por crimes em MT

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Cristiane Guerreiro

redacao@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Nos últimos cinco anos, 67 pessoas que compõem o público LGBTI+ foram vítimas de homicídios e outros crimes, resultando em morte em Mato Grosso. Do acumulado registrado, 26,8%, ou 18 falecimentos foram ocorrências de suicídios. Dados do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), revelam que o ano mais letal foi em 2024, quando o número total de mortes chegou a 20 registros, dos quais 4, ou 20% do total, foram suicídios. Os dados mostram que no período de cinco anos, houve queda das mortes apenas em 2025.

 

No ano de 2025, considerando dados parciais, foram contabilizadas 7 mortes, sem registro de suicídios. Mas, em 2021, das 12 mortes contabilizadas, 3 foram classificadas como suicídios, o equivalente a 25% do total. No ano seguinte, 2022, o número subiu para 13 mortes, com 4 suicídios, representando 30,7% dos casos.

 

O cenário se agravou em 2023, quando o estado registrou 15 mortes de pessoas LGBTI+, das quais 7 foram decorrentes de suicídio, atingindo 46,6%. Os números acumulados demostram um cenário de violência persistente e necessidade de políticas públicas contínuas, especialmente nas áreas de segurança e saúde mental.

 

Para o Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH), os dados refletem os impactos da discriminação, da violência estrutural e da exclusão social dessa população. Tenente-coronel da Polícia Militar, Ricardo Bueno, à frente do Grupo desde 2017, explica que os dados evidenciam não apenas a violência letal, mas também o impacto significativo da saúde mental sobre esse público. As pessoas LGBTI+ passam por sofrimento psicológico profundo, por vezes, desde a infância, em decorrência da estrutura sociocultural. Muitos carregam traumas para a vida toda, e o sofrimento se mantém na vida adulta com a continuidade de fatos discriminatórios. Então, sempre quando atendemos uma vítima, orientamos sobre seus direitos constitucionais e a necessidade de ajuda psicológica.

 

O GECCH é responsável pelo enfrentamento dos crimes envolvendo esse público, por meio do monitoramento dos casos, formação contínua das forças de segurança para dar encaminhamento de forma mais precisa às demandas, além da atuação junto às vítimas.

 

Transexuais e travestis na mira

 

Pessoas transexuais e travestis estiveram entre as principais vítimas das ocorrências de violência registradas contra a população LGBTI+ em Mato Grosso nos últimos 5 anos, chegando a representar 29,1% dos casos em 2024.

 

Dados do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia revelam além do aumento expressivo no número total de registros com 416 ocorrências em 2024, o maior da série histórica, 121 casos envolvem a participação desse grupo entre as vítimas.

 

Em 2021, das 209 ocorrências envolvendo pessoas LGBTI+, 31 tiveram como vítimas pessoas transexuais e travestis (14,8%) do total. No ano seguinte, 2022, o número de registros subiu para 282 ocorrências, sendo 61 casos envolvendo pessoas trans e travestis (21,6%). Em 2023, foram contabilizadas 305 ocorrências, das quais 66 envolveram pessoas transexuais e travestis, mantendo o percentual em (21,6%). Em 2025 foram registradas 181 ocorrências, sendo 29 envolvendo pessoas transexuais e travestis, o equivalente a 16% dos casos. 

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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Comentários

Wanderley - 06/01/2026

Ten Cel PM Ricardo Bueno, gente boa, a educação é o respeito bateu e ficou nessa pessoa, a qual tenho profunda admiração e respeito. Abraço, amigo. Eloi Wanderley.

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