MARÇO AMARELO 08.03.2026 | 08h00

redacao@gazetadigital.com.br
Reprodução
Profissionais da saúde, pacientes e membros da comunidade participaram, na manhã deste sábado (7), em Cuiabá, de uma ação de conscientização pelo Março Amarelo, campanha dedicada a ampliar a informação sobre a endometriose.
A programação começou às 7h, com a reunião dos participantes vestidos com camisetas da campanha e uma atividade física orientada pelo personal trainer Paulo Gil.
A iniciativa buscou reforçar a importância dos hábitos saudáveis no cuidado com a saúde feminina, já que a prática regular de exercícios pode contribuir para o controle dos sintomas da doença.
De acordo com a ginecologista e obstetra Dra. Giovanna Fortunato, especialista em endometriose e infertilidade, a ação também teve como objetivo ampliar o acesso à informação e incentivar o diagnóstico precoce.
“A endometriose ainda é pouco compreendida por muitas mulheres. É comum que pacientes convivam por anos com dores intensas, acreditando que isso faz parte do ciclo menstrual. A campanha busca justamente alertar que dor incapacitante não é normal e precisa ser investigada”, explica.
A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina, podendo atingir ovários, trompas, intestino e outras estruturas da pelve.
Entre os principais sintomas estão cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, dor pélvica crônica, alterações intestinais no período menstrual e infertilidade.
Segundo o radiologista Dr. Eduardo De Lamare, ainda é comum que o diagnóstico da doença leve anos para acontecer. No entanto, os avanços nos exames de imagem têm contribuído para mudar esse cenário.
“Muitas mulheres passam anos em busca de respostas para suas dores. Hoje, com o mapeamento da endometriose por exames de imagem especializados, conseguimos identificar a doença com mais precisão e mais cedo, o que ajuda a direcionar o tratamento e devolver qualidade de vida às pacientes”, destaca.
O tratamento varia de acordo com cada caso e pode incluir acompanhamento clínico, terapias hormonais e mudanças no estilo de vida. Quando há indicação cirúrgica, a medicina conta atualmente com técnicas minimamente invasivas.
Segundo o endoscopista ginecológico Dr. Acir Novaczyk, os avanços tecnológicos ampliaram a precisão e a segurança dos procedimentos. “Hoje dispomos de recursos modernos, como a videolaparoscopia e a cirurgia robótica, que permitem tratar a endometriose com maior precisão e proporcionar uma recuperação mais rápida para as pacientes”, afirma.
A mobilização também buscou aproximar profissionais de saúde e comunidade, reforçando a importância da informação para reduzir o tempo de diagnóstico e melhorar a qualidade de vida das mulheres.
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