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AGOSTO DOURADO 10.08.2026 | 14h13

Amamentação reduz riscos de câncer de mama e ovário, diabetes e doenças cardiovasculares

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Divulgação / Freepik

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Quando um bebê nasce, quase todos os olhares se voltam para ele. Mas, enquanto a mãe se adapta a uma nova rotina, enfrenta noites maldormidas, mudanças no corpo e uma série de expectativas, suas próprias necessidades podem acabar em segundo plano. Na amamentação, isso também acontece.
 
O aleitamento traz benefícios importantes não apenas para o bebê, mas também para a saúde da mulher. A liberação de ocitocina durante as mamadas auxilia na contração do útero e na recuperação após o parto. A amamentação também está associada à redução do risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
 
No aspecto emocional, o contato pele a pele e a liberação de hormônios como ocitocina e prolactina favorecem o vínculo, o relaxamento e a sensação de bem-estar. Com orientação e apoio, a mulher também tende a se sentir mais segura nos cuidados com o bebê.
 
Apesar dos benefícios, a amamentação nem sempre acontece de forma simples. A ideia de que deve ser algo natural e instintivo pode fazer com que muitas mulheres escondam suas dificuldades. Dor, insegurança, medo de não ter leite suficiente, cansaço e culpa podem transformar esse momento em uma experiência difícil.

 

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Nos primeiros dias, alguma sensibilidade nos mamilos pode ser esperada enquanto mãe e bebê se adaptam. Porém, dor intensa, persistente ou que piora não é normal e deve ser avaliada por um profissional. Pega inadequada, fissuras, ingurgitamento mamário, obstrução de ductos e mastite estão entre as situações que precisam de atenção.
 
Para a enfermeira obstétrica Nathália Araujo, do programa Mãe Coruja, da Unimed Cuiabá, o cuidado com a mulher precisa caminhar junto ao incentivo ao aleitamento.
 
“Algumas situações podem tornar a amamentação mais desafiadora, como estresse e sobrecarga física e emocional, ansiedade, insegurança, privação de sono, dor durante as mamadas, falta de apoio familiar ou social e depressão pós-parto ou outros transtornos emocionais”, explica.
 
O estado emocional não significa, necessariamente, que a mulher deixará de produzir leite. A produção depende principalmente da frequência e da eficácia das mamadas. Porém, estresse intenso, dor, cansaço e ansiedade podem dificultar a liberação da ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite.
 
Além dos desafios físicos e emocionais, algumas crenças podem aumentar a insegurança durante a amamentação. “Tenho leite fraco”, “meu peito é pequeno, então produzo pouco leite” e “se o bebê mama toda hora, é porque meu leite não sustenta” são alguns dos mitos mais comuns.
 
“Não existe leite materno fraco. O leite humano é produzido na medida certa para atender às necessidades do bebê em cada fase do seu desenvolvimento”, esclarece Nathália.
 
A frequência das mamadas também não significa que o leite seja insuficiente. Recém-nascidos mamam muitas vezes ao dia porque o leite materno é facilmente digerido e o estômago do bebê é pequeno.
 
Até os seis meses, o leite materno fornece a água e os nutrientes necessários ao bebê, inclusive em dias quentes. A oferta de outros líquidos pode reduzir a sucção e aumentar o risco de infecções.
 
Cuidados com a mãe
Dificuldades no início da amamentação são comuns e não significam que a mulher não conseguirá amamentar. Dor, dificuldade na pega, ingurgitamento e dúvidas sobre a produção de leite podem ser manejados com orientação adequada.
 
Mas, além da assistência técnica, a mãe precisa ser ouvida e acolhida. “Muitas mães se sentem frustradas ou culpadas quando enfrentam dificuldades, mas isso não significa que não conseguirão amamentar. O apoio da família, do parceiro e da equipe de saúde fortalece a confiança da mulher e contribui para a continuidade do aleitamento”, finaliza Nathália.
 
É nesse acolhimento que atua o Mãe Coruja, do Núcleo de Medicina Preventiva – Viver Bem, com acompanhamento interdisciplinar às gestantes e puérperas e orientação durante a gestação e o pós-parto.
 
Encontro Agosto Dourado
No dia 22 de agosto, sábado, às 8h30, o Mãe Coruja convida as beneficiárias da Unimed Cuiabá para um encontro especial em comemoração ao Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.
 
Com o tema “Agosto Dourado: Fortalecendo vínculos e promovendo saúde”, o encontro terá como objetivo compartilhar informações, esclarecer dúvidas e fortalecer essa fase tão importante da maternidade. Durante o evento serão sorteados brindes para as participantes.
 
Para participar, basta fazer a inscrição pelo formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKZd1HU06COMTJJS4jMEOKsew_pYBkKZm_f3XYZJRAnZAtOA/viewform?usp=header

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