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DEU EM A GAZETA 27.02.2026 | 06h46

Barracos não resistem à força dos ventos e chuvas

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

As chuvas intensas que atingiram Cuiabá nos últimos dias deixaram rastros de destruição e escancararam a fragilidade de quem vive à margem da cidade. Na comunidade Flor do Leste, área de invasão próxima ao Contorno Leste, barracos inteiros foram destruídos, forçando moradores, que já enfrentam dificuldades sociais e econômicas, a conviver com as perdas materiais e o medo, a cada chuva, de novas tragédias.

 

A família de Rossana Medrano, 40, foi uma das mais afetadas. Na última quarta-feira (25), durante a chuva, parte do barraco onde vive desabou. No momento do desastre, estavam no local ela, o marido, seus quatro filhos, o pai e uma tia. A água invadiu rapidamente o espaço improvisado, causando pânico e desespero entre os moradores. Desde domingo, a situação, que já estava difícil, com a água entrando, mas tentamos resolver com remendos. Não imaginávamos que, na última chuva, o barraco não aguentaria, conta Rossana.

 

Segundo ela, com a força do vento e da água, não houve tempo se quer para retirar qualquer coisa do barraco. Roupas, mantimentos, remédios, móveis e eletrodomésticos ficaram todos de baixo dágua. Perdemos quase tudo. O que não foi quebrado pelo entulho, a água estragou. Agora estamos vivendo o improviso do improviso, dormindo todos amontoados no que sobrou, com medo de que qualquer vento derrube o resto, desabafa a moradora, que agora depende da solidariedade de vizinhos para se alimentar.

 

Pai de Rossana, o idoso Orlando Alcântara, 67, mostra o que restou de anos de batalha para garantir um mínimo de dignidade para a família. Para ele, o desabamento do barraco, na última quarta-feira (25), não foi apenas uma perda material, mas um golpe na esperança. A gente fica muito triste, sem saber o que fazer, por onde começar, a quem recorrer. Já não era fácil e agora então, afirma.

 

Ajuda

A necessidade é urgente e abrange desde itens básicos, como alimentos, água potável e agasalhos, até os mobiliários e eletrodomésticos. Em meio ao cenário de destruição, Orlando e Rossana ainda têm um sonho que, para eles, é a única garantia de um futuro sem medo: a construção de uma casa sólida, seja de madeira ou alvenaria, mas que conte com um telhado seguro. Para ajudar a família, o contato é (65) 98129-4960.

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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