DEU EM A GAZETA 10.04.2026 | 06h54

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Mariana da Silva
Reabilitação do Centro Histórico de Cuiabá está entre as prioridades do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), apresentado nesta quinta-feira (09), pelo prefeito Abílio Brunini. Os conceitos e diretrizes apresentados elencam as prioridades para receber incentivos e obras de revitalização na Capital, que ainda deve ser discutido em audiências públicas e aprovado pela Câmara Municipal para que os projetos sejam desenvolvidos e concluídos até 2036.
“Em cinco anos eu quero o Centro Histórico ativo”, declarou o prefeito. Problema antigo na cidade, o descaso com o Centro Histórico, seja do Poder Público ou dos proprietários dos imóveis tombados como patrimônio, reflete diariamente aos olhos da população. Apesar da resistência em quem persiste em reformar as propriedades e ocupar com cultura, comércio, entre outras iniciativas, muitos casarões estão abandonados e depredados, além da insegurança que ronda a região.
Na apresentação do PDDU, o prefeito declarou que o conceito e as diretrizes do plano buscam trazer ao Centro Histórico a tecnologia dos dias de hoje, assim como a preservação da memória material e imaterial do espaço, dentro das possibilidades existentes. Um dos pontos citados por Abílio Brunini é a poluição visual, pois atualmente o emaranhado de fios domina a paisagem e compromete a estética da região. Entre as metas do Plano Diretor está que, em cinco anos, toda a fiação seja subterrânea.
O prefeito ainda se referiu ao abandono dos imóveis. Brunini declarou a necessidade de regras mais flexíveis ao patrimônio histórico, para que os imóveis possam ser restaurados, requalificados ou readaptados. Como arquiteto, explicou o conceito de preservar o que é original, mas usar tecnologia moderna para a construção usual.
“Eu tenho que trazer para o Centro Histórico a tecnologia dos dias de hoje e a preservação da sua memória material e imaterial, dentro das suas possibilidades. O que queremos fazer com a Gráfica Pepe, por exemplo, é a recuperação daquilo que é possível, a requalificação do que é possível e a construção nova do que é necessário. Ela vai funcionar como um espaço novo, porque senão é tudo uma história falsa”.
O prefeito ainda falou sobre a possibilidade de declarar como bem vago os imóveis abandonados, não apenas no Centro Histórico. Dentro da legislação, assumir a responsabilidade do imóvel em situação de abandono e reformar, locar ou leiloar, para que a iniciativa privada possa assumir as medidas pelo espaço. “Retrofit no Centro Histórico é justamente isso, poder autorizar essa nova personalidade”.
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